Estou bastante atrasado em relação ao festival de Cannes, mas acabei de ver esse video case fodástico da agência TBWA HUNTLASCARIS JOHANNESBURG na Africa do Sul para o jornal THE ZIMBABWEAN.
O videocase está em inglês, mas vou tentar resumir a história.
O Zimbabue está vivendo há muito tempo sobre o regime totalitário do ditador Mugabes. O governo censurou boa parte dos veículos de mídia do país e para detonar ainda mais com a liberdade de expressão, impôs taxas aos jornais que os tornaram inacessíveis à população de baixa renda.
O maior símbolo do caos social e econômico do governo ditatorial é a nota de 1 trilhão de dolares que circula no pais. A inflação é tão alta e a moeda tão desvalorizada que “todo esse dinheiro” é incapaz de comprar um pedaço de pão. E foi daí que surgiu a inspiração para o case que ganhou leão de ouro em Titanium em Cannes este ano.
A idéia foi utilizar a própria moeda como mídia para espalhar a mensagem contra o governo. Já que imprimir em moeda desvalorizada seria muito mais barato do que imprimir em papel de verdade. Genial! Confira abaixo essa verdadeira ação de guerrilha.
Aproveitando que semana passada falei aqui no Mormasso sobre o trabalho dos produtores e diretores do Mixtape Club, falo agora de mais um coletivo que me impressionou bastante. O Shynola.
Shynola é um grupo de diretores baseados em Londres que provalmente você nunca ouviu falar, mas se gosta de boa música e pisa sobre a Terra provalmente já viu o trabalho deles alguma vez. O grupo formado por quatro estudantes do Kent Institute of Art and Design se uniu em 1994 e de lá pra cá tem dirigido clipes musicais, comerciais e pequenos trabalhos para TV de forma brilhante e com muito estilo.
No portfolio dos caras estão criações para artistas do nível de Radiohead, Beck,Queens of Stone Age, Morcheeba e Blur e marcas como Honda, Nortec, Nike e Playstation.
Confira melhor o trabalhos dos caras aqui. E veja abaixo seu novo trabalho. O clipe de Straberry Swing, single presente no novo album do Coldplay que será lançado no próximo mês. Dica do @BrennerC
Fuçando no blog do Arquiteto de Informação Murilo Lima, encontrei esse vídeo muito bacana que mostra um teste de usabilidade feito por alunos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) para a disciplina de Multimida I do curso de Desenho Industrial. A idéia é simular algumas tarefas vinculadas ao ato de ir ao cinema através de um sistema interativo. Ver informações sobre um filme, avaliar um filme já visto entre outras. Bem bacana.
Genial o trabalho desenvolvido pelo art director Daniel Rossa e o coletivo Urbanscreen que cria projeções holográficas em fachadas de prédios. A animação criada em cima da estrutura nativa do edificio cria um efeito ótico absurdamente espantoso. Veja abaixo a animação criada para a fachada do Hamburg Kunsthalle.
Existem alguns sites que deixam aquela sensação de “Hã? Como assim?” e sem dúvida o Fusion Labs é um desses. Mais uma parceria de peso entre Colmeia e JWT que com certeza vai faturar muito mais que um FWA.
A proposta produzida pelas agências foi a de transformar os nove novos features do carro da Ford em experiências interativas no browser representadas através de um lab de inovação. Um local onde essas experiências são mostradas em carater experimental.
De dominós à Arduíno conectando instrumentos improváveis, foi usado de tudo um pouco na experiência.
Conceitual ao extremo, fino, bonito, um luxo só como o próprio Fusion aparenta ser. Como diretor de arte e designer achei impecável do ponto de vista gráfico, como publicitário achei muito bem calçado no planejamento e na conceitualização com uma excelente produção, mas como um potencial consumidor (praticamente improvável nessa etapa da minha vida) achei pesado, exigente e pouco proveitoso.
Sabe Philip Stark, a forma em detrimento da função. Explico. É lindo, só faltou mostrar o carro!
Na adolescência não tive muito sucesso na minha carreira de rockstar (:P) talvez por isso goste tanto de pesquisar e ouvir bandas novas, especialmente as independentes. A certeza é que justamente por essa frustração criei o Mormasso Sound, onde semanalmente compartilho um pouco do que escuto nessas pesquisas.
Bom, tudo isso é pra mostrar a vocês o trabalho do Mixtape Clube, um grupo de diretores e motion designers que fazem um trabalho que eu adoraria fazer, misturam design com música. Para ser mais claros, são diretores que trabalham exclusivamente com produções de videoclips.
No portfolio dos caras tem gente grande como o megahypado Passion Pit, TV on the Radio e My Morning Jacket, entre outros.
Abaixo o último clip dirigdo pelos caras “To Kingdom Come” do Passion Pit. Uma coisa que já havia reparado há algum tempo é o cuidado dessa banda com a atmosfera de seus clips. Um bom exemplo é o ótimo The Relling com clara inspiração na abertura de capitu (ou o contrário?).
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Fiz outros posts relacionados a Motion Design, veja abaixo:
Simplesmente fantástica a execução desse trabalho para a promoção do novo modelo Toyota IQ na Belgica.
Para mostrar toda a flexibilidade, agilidade, desempenho e tempo de resposta de seu novo modelo compacto IQ, a equipe da fabricante japonesa chamou um tipo bem incomum de profissionais para trabalhar com seu piloto de testes Stef van Campenhoudt. Os tipógrafos Pierre & Damien e o desenvolvedor de software Zachary Lieberman. Já deu para imaginar o que vem por aí? Confira no vídeo abaixo.
Conheci hoje o trabalho desses grafiteiros de SP. O Coletivo Black Mamba é formado por Fabrício Brambatti, Marco Brito e Thiago Arrighi com graffittis espalhados por vários cantos da metrópole paulista. Veja abaixo um video mostrando um pouco da arte dos caras.
Essas palavras não são minhas, mas de Cris Anderson, escritor do badalado The Long Tail (A Calda Longa) que agora ressurge com seus novos insights sobre o futuro do mercado em seu novo livro “Free” (em português, Livre ou Gratis).
Em seu último best Seller, Cris Anderson demonstrou como a livre circulação de idéias, conteúdo e informação pela web criou um mercado de nicho que conecta produtos e pessoas de uma forma nunca antes imaginada. Neste novo livro Free, Anderson compila uma série de casos onde empresas obtiveram mais lucro oferecendo produtos e serviços grátis ao invés de cobrar pelos mesmos.
Cris Anderson cita vários casos para elucidar seu ponto de vista como por exemplo o Google que não cobra por suas buscas, mas ganha dinheiro vendendo publicidade relacionada a essas buscas. Também cita o caso de bandas como o Radiohead e Nine Inch Nails que disponibilizaram seus últimos álbuns para download gratuito na internet e em contrapartida desenvolveram outras formas de obter lucro com um mercado decadente como o da indústria fonográfica.
Abaixo ele explica (in plain english) seu ponto de vista.
O ponto principal de Cris Anderson é dizer que no mundo atual vivemos em um mercado de livre circulação de ideias e informação rodeados por marcas por todos os lados. Tudo se tornou tão “abundante” que a diferença entre o barato e o grátis pode ser fundamental no processo de compra. É justamente nesse modelo de negócios utilizado por wikipedia, google, yahoo e uma série de outras empresas (inclusive por empresas não digitais) que o autor apóia sua teoria.
A constância do mundo virtual é que, se alguma empresa se torna digital, ela automaticamente deve se tornar “free”.Declarações polêmicas e que causaram a repulsa de outros pensadores digitais como Malcolm Gladwell que questiona vários pontos do livro de Anderson.
Você pode tirar suas próprias conclusões também “free”, pois como não poderia deixar de ser, Cris Anderson disponibilizou seu livro grátis, para leitura a partir da web. Inclusive você pode comecar a lê-lo aqui mesmo no Mormasso. Veja abaixo.
Entendi. Tá com preguiça de ler. Sem problemas você também pode ouvi-lo de graça! Basta ir a este site, fazer seu cadastro e baixar o audiobook . Acabei de perceber que não é possível o download do audiobook do livro a partir do Audible para residentes da minha área geográfica.
Fuçando por aí encontrei o site It’s Nice That. A proposta é bem simples, reunir o que de há mais interessante e contemporâneo dentro do mundo do design e mostrar em forma de publicações, vídeos e stuffs.
Gostei muito da proposta do It’s Nice That Talks. Em que alguns dos profissionais que mais se destacaram no mercado internacional são chamados para falar um pouco sobre seu trabalho. O formato ainda é um pouco moroso, mas acredito que no futuro vão melhorar isso. Aqui você pode conferir todas as edições e abaixo você confere o que o diretor de cena e animador brasileiro Cassiano Prado falou sobre seus trabalhos (em inglês).