Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

“Design é um esporte de contato”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

As palavras que dão título a este post são ditas por Tom Wujec um dos cabeças da Autodesk, empresa lider do segmentos de software para projetos 2D e 3D. Conhece o AutoCAD? Pois é…

Tom Wujec propõe um desafio bastante interessante que visa testar o poder e força colaborativa de diferentes times para saber qual desses times obtem o melhor resultado. O desafio é simples, construir uma torre usando fita adesiva, macarrão e marshmallow. Um detalhes, o marshmallow deve ficar na ponta da estrutura. A torre mais alta vence o desafio.

Mais detalhes no vídeo

Um detalhe que achei interessantíssimo é quando ele compara os resultados obtidos por times de recém-formados comparados ao de crianças em idade de alfabetização.

Segundo Tom equipes de recem-formados obtém um resultado medíocre comparado ao time das crianças pois deixam a prototipação para o final. O momento “Ta-da!” é seguindo frequentemente por um “Oh não!” porque perde-se bastante tempo estudando e planejando a estrutura da torre do que colocando a mão na massa de verdade.

Essa é a grande vantagem das crianças pois elas assimilam o desafio e o traduzem a uma tarefa simples. Todo o processo nada mais é do que uma série de tentativas e erros na busca pelo melhor resultado. Tudo isso pode ser traduzido em nossa linguagem no ciclo Prototipagem [que gera] > Resultado [que se torna]> Aprendizado [que gera mais] > Prototipagem.

Falei sobre as vantagens da prototipagem em papel no desenvolvimento de interfaces aqui e sobre como ela pode ser um bom método de pesquisa com personas simuladas aqui e aqui . Esse parece mais um belo exemplo de como o trabalho em grupo e a prototipagem podem gerar resultados excelentes mesmo em times “menos experientes”.

Enfim, ainda não testei o desafio, mas parece ser uma idéia bem interessante. Mais informações você encontra no site do projeto

Sobre formulários, chaleiras e Christopher Alexander

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Se você, assim como eu, é designer, diretor de arte, UI Designer ou qualquer profissional que em algum momento no dia-a-dia em agência web, precisa desenhar um formulário, então você vai se interessar por este post.

Através de um raciocínio bem simples, porém esquecido pela maioria de nós, Ryan Singer mostra como a criação de um formulário deve ser valorizada de forma a atingir seu principal objetivo, ser preenchido, de forma rápida, fácil e não traumática. Utilizando alguns pontos discutidos por Christopher Alexander em seu livro Notes on the Synthesis of Form.

Se você não se dá muito bem com a língua da rainha (Shame on you!) abaixo eu listo o principal ponto da palestra de Ryan. Obviamente a palestra vai muito além disso, portanto dá teu jeito e assiste.

Trabalhe tendo em mente as forças que nos guiam a realizar (ou não) determinadas tarefas e não na tarefa em si.
Todos sabemos o quanto preencher formulários é chato, e justamente por isso devemos criá-los (já que temos o poder para tal) de forma que os mesmo fiquem o mais simples, objetivos e relevantes possível. Uma das formas de pensar nesta tarefa é ter em mente quais são as principais questões que nos levam a preencher um formulário e quais são as que nos fazem desistir de tal tarefa.
Indo nessa linha de pensamento crítico Ryan, seguindo os ensinamentos de Christopher, nos induz a criar tendo sempre em mente a questão da Forma e Contexto.

  • Forma > Diferentes maneiras de realizar determinadas tarefas.
  • Utilizando o exemplo citado por Ryan no vídeo. Temos diferentes formas de aquecer a água para preparar um café ou chá. Utilizar a chaleira é uma delas, porém ao prototipar uma chaleira eu não preciso me fixar em detalhes como, um medidor da temperatura da água. Eu preciso simplesmente que a chaleira esquente a água. Ou seja, foco no objetivo.
  • Contexto >  Em qual contexto de uso realizamos esta tarefa.
    Utilizando o mesmo exemplo, ao realizar a tarefa de esquentar a água na chaleira eu tenho toda uma gama de distrações e possibilidades que a cozinha oferece. É preciso adequar a tarefa ao ambiente onde a mesma será executada, tornando-a prazerosa, rápida e fácil de ser realizada. No caso da cozinha, a chaleira compete pela atenção com uma série de outros artefatos mais interessantes que podem facilmente desviá-lo da tarefa de ter sua água quente. Então ao projetá-la é preciso ter o cuidado de ter ser uso simplificado o máximo possível, para que o usuário simplesmente não desista de seu uso por achar difícil demais, ou pior, encontrar uma outra distração ou facilidade.

Neste momento você com certeza já entendeu onde eu quero chegar. O formulário é com certeza um dos momentos de interação mais críticos em qualquer sistema. Assim como no caso da chaleira, seu formulário não irá competir com outros formulários e sim com uma série de outras distrações bem mais interessantes que estão a uma janela de distância. Então seja prático, rápido e relevante. Lembre-se Keep it Simple, Stupid!

Que tal salvar o mundo jogando?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pois é, não é magia e sim o poder da tecnologia e da evolução dos games (especialmente dos gamers). Pelo menos é o que propôs a game designer e pesquisadora Jane McGonigal neste talk da edição deste ano do TED. Com legendas em inglês.

O papo ia meio caduco, com afirmações que não levavam a lugar nenhum e conclusões tão malucas que boa parte da platéia parecia imaginar que isso tudo não passava de uma grande piada, mas Jane chegou a conclusões interessantíssimas.

Segundo Jane, hoje em dia (em casos específicos, obviamente) chegamos a passar a mesma quantidade de horas do dia na escola e nos jogos. Então pode-se dizer que os games também estão educando uma massa gigantesca de jovens, tornando-os experts em alguma coisa, seja la o que for.

Ainda segundo a pesquisadora, gamers possuem, entre diversas outras características, a tesão pela aventura, otimismo e paixão por finais épicos. Então por que não usar todo essa sabedoria e conhecimento em prol de soluções de problemas do século XXI tais como, a falta de combustíveis fósseis ou o uso de energias alternativas. Tudo isso dentro do escopo de jogos eletrônicos.

O primeiro jogo desenvolvido por ela e seus companheiros de estudo dentro desta proposta foi o World Without Oil, jogo que criava situações hipotéticas de falta de combustíveis, onde os gamers deveriam desenvolver soluções de sobrevivência em um mundo sem petróleo.

O mais recente está começando pra valer agora e parece realmente muito interessante. Chama-se Evoke e é todo baseado em um storytelling bem bacana em HQ.

urgent_evoke

A mecânica do jogo é simples. Você se cadastra e a cada semana um novo capítulo de uma história em quadrinhos é lançado. O tema da história é baseado nas dificuldades que pessoas com ideias inovadoras e que pensam no futuro da humanidade teem para realizar seus projetos com a ajuda de todos (Ok, a história é bem mais densa e complexa que isso, mas não vou ficar aqui explicando). Ao fim do capítulo um pedido de ajuda é lançado e a comunidade de jogadores deve desenvolver idéias que contribuam para que os projetos apresentados na HQ sejam viáveis.

Gostei muito do capítulo desta semana, pois a história é passada no Brasil. Uma representante de Ong tenta desenvolver em uma favela dispositivos capazes de fornecer energia elétrica à comunidade em tempos de trevas no Rio (pff, como se já não estivesse assim por la). O interessante é que o roteiro da história parece ter sido escrito por alguém que realmente conhece os brasileiros, pois alguns dos problemas que se percebe nas entrelinhas do HQ são a “memória de curta duração” do brasileiro e a inércia de nosso povo frente aos problemas da comunidade especialmente a violência. Vale a muito a pena dar uma zepeada no site, e se você gostar de jogos, ainda da tempo de participar.

O grande objetivo de Jane é fazer com que todo esse tempo gasto em frente a consoles e computadores seja melhor aproveitado, e utilizado na busca por soluções para realmente salvar o mundo. Aparentemente o MIT Technology Review e a Harvard Business Review concordam e apoiam os estudos da “menina maluquinha” premiando e embasando alguns de seus estudos e teorias.

Não sei qual é a aplicabilidade prática de tudo isso, mas com certeza é um caminho bem interessante para trazer os ARGs (jogos de realidade alternativa) para uma realidade cada vez mais sem-alternativas (#tudumpish).

Você está falando comigo? Ou está falando sozinho…

sábado, 6 de março de 2010

Minha cabeça explodiu várias vezes enquanto assistia a palestra abaixo de Michael Wesch no Fórum de Democracia Pessoal sobre a Antropologia no Youtube. Por quê? Porque realmente cheguei a constatação de que a web 2.0 criou comunidades individuais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a maior parte das redes sociais são um espaço aberto para que você seja humano o suficiente para se abrir CONSIGO MESMO, não necessariamente com outros humanos.

Recomedadíssimo! Assista (Ingles com legendas)

Parece mais uma de minhas divagações malucas, mas o raciocinio é bem simples. Ao realizar um estudo com um grupo compostos por seus alunos da Kansas State University (EUA) e uma pesquisa com mais de 80 mil videos na internet, Michael chegou a esta equação.

Anonimato + Distância Geografia + Dialogo raro e efêmero = A liberdade de experimentar a humanidade sem medo ou ansiedade.

A experiência de postar um vídeo no YouTube torna-se muito mais social e antropológica que tecnológica. Um conteúdo denso, como um desabafo tende a se diluir no meio de um universo infindável de informação produzida por milhões de outras pessoas que possuem as mesmas angústias, alegrias e frustrações que você. Talvez esse anonimato, esse “sozinho no meio da multidão” versão 2.0 tenha nos tornado humanos de verdade (ou não) para nos abrir. Mas que experiência maluca é essa de se abrir para uma webcam? De conversar sozinho, de dialogar e refletir consigo mesmo em blogs, podcasts ou twitter.

O ser humano é um bixo problemático. E eu me incluo nessa.

Ok Go | This Too Shall Pass

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu diminui bastante a quantidade de posts relacionados a publicidade e mídias sociais. Na verdade diminui a quantidade de posts. Ponto! Mas esse aqui não resisti.

Lembram-se do Ok Go! Aquela banda do clip “Here it goes again” em que os caras fazem uma coriografia em cima de esteiras. Pois é, os caras resolveram apostar novamente na viralização de seus clips no YouTube e em apenas 1 dia, já conseguiram mais de 100 mil views em seu novo clip “This Too Shall Pass“.

Baseado no mecanismos de Rube Goldberg a banda criou um clipe super interessante que você assiste abaixo.

Não sei se fará tanto sucesso quanto seu clip anterior, porém prova que mais do que nunca os artistas estão buscando novas formas de chamar a atenção do público para seu som.

Já fiz alguns posts aqui no Mormasso relacionado com novos modelos de negócio na indústria musical e alternativas interessantes de trazer o público para perto de si. Porém nada substitui a velha plástica e o encatamento visual. Pelo menos quando a assunto é videoclips.

Informações genéticas podem mudar comportamentos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.

É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.

Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.

Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.

Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.

Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?

Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.

google_dontbeevil

Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?

O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.

Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?

Avaliação heurística no site www.redley.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Para o trabalho de avaliação heurística da disciplina de ergonomia e usabilidade escolhi o site de comércio eletrônico da marca Redley para avaliar.

Sou um grande admirador da marca, porém nunca havia realizado compras pelo seus site de comércio eletrônico, portanto foi uma experiência duas vezes interessante.

À primeira vista o site me impressionou, pois logo na entrada já oferece duas opções ao usuário: Visitar o site institucional da marca e conhecer a nova coleção ou ir diretamente para a loja virtual. Isso me agradou bastante, pois já conheço a marca e sou um consumidor em potencial do serviço.

A tarefa realizada a seguir é a compra de um item na loja virtual da loja. Fiz a avaliação tendo como base as 10 heurísticas de Nielsen.

Home

home_geral

Pontos positivos.
Escolha entre navegação na loja virtual e site institucional na introdução do site.

Ponto negativo.
O menu produzido em flash pode ser um problema para usuários menos avançados. Sem o complemento instalado, o usuário não consegue visualizar o site institucional ou pelo menos ter acesso a estas duas opções.

Solução Produção de uma versão da página em html

Home Institucional

home_institucional

Pontos positivos. Clean e atrativa. Item compras online em destaque no menu.

Pontos negativos. A escolha da navegação não agrega valor ao usuário, tentendo a confundi-lo. O menu é escondido (é preciso usar a barra de espaço para que o mesmo apareça) e a ajuda fica no rodapé da pagina, inacessível a configurações de tela menores que 768px de altura.
Apesar do item compras online constar no menu, o mesmo não possui over no botão ao se mover o mouse entre as opções masculino e feminino.

Solução Dar mais destaque a estas opções com um over sobre elas durante a seleção.

Home Loja Virtual

home_loja

Pontos positivos.
Bem organizada, limpa e confiável. Os itens no menu da direita possuem over, facilitando a leitura das opções, informações sobre segurança do site, trocas e entregas constam na home dando mais confiança ao usuário.

Pontos negativos.
O banner da home é rotativo em flash. A navegação no mesmo é feita através de setas dos lados esquerdo e direito, porém a cor das setas algumas vezes se confunde com a de fundo da imagem, tornando-a imperceptível.
Alguns dos destaques do banner possuem cliques que levam ao item dentro do site, porém o padrão de botão não é seguido em nenhuma outra parte do site.
Em nenhum ponto do site é indicado explicitamente que estou na loja virtual de produtos MASCULINOS. A presença de um link FEMININO sem qualquer identificação abaixo do menu pode confundir a navegação.

Soluções (identificação da página) Consistência na identificação da página mantendo sempre o título da mesma em destaque no topo.

(Banner) Aumentar contraste do elemento seta no banner ou então modificar sua apresentação.

Home da Categoria

home_categoria

Pontos positivos.
A presença de breadcrumb no alto da pagina mais o destaque no banner e o item selecionado no menu e o nome da página ajudam realizar um escaneamento rapido da pagina.

Pontos negativos
A utilização dos filtros deveria facilitar a busca, porém atrapalha pois oferece opções de filtros além do necessário.
A cada modificação no menu dropdown um novo reload é dado na página tornando impossível a aplicação de ao menos 2 filtros de uma única vez.

Soluções Diminuir a quantidade de filtros, deixando-os mais relevantes. Exemplo (menor preço, mais recentes, tamnho M, etc)

Produto em destaque

produto_destaque

Pontos positivos
A pagina possui boa divisão da informação. As visualizações carregam rapido (inclusive o zoom para detalhes da peça)
Botão de ação critica (incluir item na sacola) está com bom destaque e de bom tamanho.
Informações sobre compra casada aparecem na rolagem, aumentando a probalidade de compra de outros itens.

Pontos negativos
Pagina um pouco extensa verticalmente. O botão de compra (incluir na sacola) somente aparece após a rolagem da mesma.

Incluir produto na sacola

produto_destaque2

Ao incluir o produto na sacola, um quadro surge indicando quais os produtos já estão em sua sacola, um subtotal e um link critico para fechar a compra.
Melhoria. Alterar a cor de fundo por uma mais constrastante para dar mais destaque a esta informação.

Solução Aumentar o contraste do box.

Cadastro e validação

cadastro

Antes de efetuar a compra o usuário deve preencher um formulário de cadastro, caso ainda não seja cadastrado no site. Esta tela possui mensagens amigáveis e de fácil entendimento.

Pontos positivos.
Tela de cadastro prioriza o contexto do uso. É bastante rápida e concisa, não pede informações desnecessárias e é bem organizada.
Separa as informações em 3 grupos distintos (Dados de acessso, dados pessoais e endereço de entrega
O label da informação é posicionado acima do campo alinhado a esquerda facilitando o processamento da informação (leitura top-down). Como o cadastro pede simplesmente o necessário, não sendo extenso demais, a probabilidade do usuário completar essa fase e realizar a compra é muito grande.

Carrinho de compras

fechar_compra

Página bem organizada e dinâmica, pode-se alterar a quantidade de itens ou excluir itens facilmente. O botão continuar comprando está bem localizado porém o botão “inciar fechamento” aparece somente após a rolagem.

Pontos negativos.
Botão critico longe da vista do usuário e com label estranho.

Soluções Trazer o botão para mais alto na página e mudar seu label. Exemplo, “ir para o caixa”.

Fechamento

fechar_compra_erro

Ao clicar em iniciar fechamento, novamente meu usuário e senha foram pedidos, (provavelmente porque demorei muito em minha sessão) porém ao tentar utilizar o usário e senha cadastrados tive o desprazer de não conseguir efetuar a compra. Pois o site me redirecionava para uma página de buscas que eu não efetuei.
Em nenhum de meus emails tive algum email resposta de confirmação de cadastro para confirmar meu usuário e senha. Nesse ponto desisti da compra.

Soluções Envio de email ao usuário logo após o cadastro com seus dados de acesso.

Modificar a mensagem de erro de forma a deixá-la coerente com a tarefa que está sendo realizada. Indicar caminhos para recuperação da senha.

De maneira geral o site da marca ofereceu uma boa experiência de uso. Apesar de um problema alta criticidade no momento de finalização da compra que pode ser resolvido de forma simples. Os outros pontos citados por mim na avaliação não são de grande criticidade, mas merecem atenção. Parabéns ao time de designers e programadores que proporcionaram uma boa experiência de uso para um fã da marca, continuem assim :)

Dados vinculados e o futuro da informação

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Alguns dias atrás postei aqui uma palestra com Fernanda Viegas da IBM sobre visualização de dados e obesidade da informação. Pois bem abaixo vocês assitem mais uma palestra do TED, desta vez com Tim Berners-Lee um dos criadores da web. Ele conta um pouco sobre como ajudou a fundar as bases da internet e seus protocolos e quais é o futuro da internet.

A palestra está em ingles, mas você pode colocar legendas em português. Portanto sem desculpas para não assitir :)

O poder dos testes de usabilidade na experiência de uso de produtos e sistemas online

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ando estudando bastante sobre as várias disciplinas, etapas e processos que tratam de um bom Design de Interação. Uma delas, que inicialmente achava uma chatisse (e a primeira vista realmente o é), mas que agora estou aprendendo a amar são os testes de usabilidade.

Diversas vezes ouvi designers e diretores de arte web falando mal de testes de usabilidade e Arquitetura de Informação por achar que os mesmos “dificultam” ou “tiram a graça”  do trabalho. Como se criar uma experiência de uso de uma ferramenta na web não devesse passar pelo crivo do personagem principal da história, o usuário. Bobagem!

Ter em mãos resultados que comprovam, ou desaprovam, determinados caminhos no trabalho online é importantíssimo. Nos faz aprender mais sobre nosso público e sobre noss papel dentro deste universo.

O vídeo abaixo é antigo, uma raridade gravada em fita VHS, recentemente “upado” para o Youtube. Se trata de um teste de usabilidade realizado pela Corel (sim, a própria)  afim de testar duas ferramentas de um software destinado a construção de páginas. No teste o objetivo é construir um site com três páginas utilizando o método Wizard (um passo-a-passo) e o método Template.

O áudio é em inglês e não está muito bom, porém no final é possível entender muito bem o objetivo e a importância dos testes de usabilidade. Melhor ainda é perceber o quanto nossas opiniões, como profissionais na área, muitas vezes distorcem a realidade sobre o que é realmente bom para o usuário.

O encontro de dois (ou vários) mundos

domingo, 15 de novembro de 2009

O título deste post pode parecer extremamente prepotente (e talvez até exagerado, dependendo do ponto de vista) quando falamos de pessoas e não de instituições ou marcas. Porém a sensação foi essa durante o último sábado em Curitiba durante minhas aulas do curso de pós graduação. Afinal não é sempre que se junta em uma mesma mesa Microsoft, Midia Web (agência digital), Localweb e o Instituto Faber Ludens.

No sábado, uma mesa redonda entre Rene de Paula (Microsoft), Sergio Coelho (Midia Web), Fábio Akita (Localweb) e Fred Van Amstel (Faber Ludens) proporcionou um momento VIP para a galera do curso de pós graduação em Design de Interação do instituto. Discussões sobre os novos caminhos da comunicação, debates sobre as carreiras digitais e o papel do Designer de Interação no meio disso tudo, foram alguns dos assuntos abordados por esse time de peso. A galera fez a sua parte e (naturalmente) escutou muito mais do que palpitou. Com certeza ver diferentes percepções sobre o mercado digital vindas de diferentes profissionais em diferentes partes do processo é um privilégio.

Um momento curioso foi observar Rene de Paula (evangelista da Microsoft) absolutamente maravilhado com o trabalho desenvolvido pelo instituto e seus alunos. Abaixo vai um pequeno vídeo, gravado pelo mesmo, em que ele dá uma passeada pela Fisam (Faculdades Internacionais San Martin, onde o curso é ministrado) mostrando parte da loucura trabalho desenvolvido por nós.

No dia em questão, logo após a gravação deste vídeo, começamos a nos “bater” para tentar montar o tal Tribot menscionado pelo Fred utilizando a plataforma Lego Mindstorm. Experiência cansativa (devido ao incrível número de peças e ao calor infernal de Curitiba) mas muito compensadora.

PS.: Para quem  não me conhece, eu sou o figura sentado na mesa de boné e camiseta azul :)