Arquivo da Categoria ‘Comunidades’

“Design é um esporte de contato”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

As palavras que dão título a este post são ditas por Tom Wujec um dos cabeças da Autodesk, empresa lider do segmentos de software para projetos 2D e 3D. Conhece o AutoCAD? Pois é…

Tom Wujec propõe um desafio bastante interessante que visa testar o poder e força colaborativa de diferentes times para saber qual desses times obtem o melhor resultado. O desafio é simples, construir uma torre usando fita adesiva, macarrão e marshmallow. Um detalhes, o marshmallow deve ficar na ponta da estrutura. A torre mais alta vence o desafio.

Mais detalhes no vídeo

Um detalhe que achei interessantíssimo é quando ele compara os resultados obtidos por times de recém-formados comparados ao de crianças em idade de alfabetização.

Segundo Tom equipes de recem-formados obtém um resultado medíocre comparado ao time das crianças pois deixam a prototipação para o final. O momento “Ta-da!” é seguindo frequentemente por um “Oh não!” porque perde-se bastante tempo estudando e planejando a estrutura da torre do que colocando a mão na massa de verdade.

Essa é a grande vantagem das crianças pois elas assimilam o desafio e o traduzem a uma tarefa simples. Todo o processo nada mais é do que uma série de tentativas e erros na busca pelo melhor resultado. Tudo isso pode ser traduzido em nossa linguagem no ciclo Prototipagem [que gera] > Resultado [que se torna]> Aprendizado [que gera mais] > Prototipagem.

Falei sobre as vantagens da prototipagem em papel no desenvolvimento de interfaces aqui e sobre como ela pode ser um bom método de pesquisa com personas simuladas aqui e aqui . Esse parece mais um belo exemplo de como o trabalho em grupo e a prototipagem podem gerar resultados excelentes mesmo em times “menos experientes”.

Enfim, ainda não testei o desafio, mas parece ser uma idéia bem interessante. Mais informações você encontra no site do projeto

Artigos, blogs e informações interessantes para UXD, AI e profissionais web em geral

sexta-feira, 16 de abril de 2010
usuario_flickr

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Olá pessoal, volto a postar depois de um bom tempo  fora de órbita em função do nascimento da Lunna, minha filhotinha :) mas agora espero, aos poucos, voltar a velha rotina.

Enquanto não elaboro alguns artigos mais completos, deixo a vocês algumas dicas do que tenho lido ultimamente. Como já disse inúmeras vezes, tenho focado meu trabalho menos na publicidade e criatividade e mais na experiência do usuário. Logicamente sei que um não sobrevive sem o outro, no entando percebo que existe muita força de vontade criativa, mas grandes falhas na execução de projetos web/mobile e interativos em geral.

Então, se você, assim como eu, tem migrado para as áreas de User Experience Design (UX), Arquitetura de Informação (AI), Design de Interação (IxD) ou User Interface (UI), aconselho dar uma boa lida nos artigos, blogs e links a seguir. Detalhe, a maior parte deles são em inglês. Infelizmente bom conteúdo nessas áreas em português ainda é raro.

Interactions Magazine
Site da Revista de mesmo nome publicada mensalmente na gringa. Traz sempre artigos interessantes de profissionais do design e tecnologia como Donald Norman, Dan Saffer entre vários outros. Alguns são bloqueados para assinantes, mas boa parte do conteúdo é livre.

Donald Norman é unanimidade quando se fala em Design Centrado no Usuário. Seus livros The Design of Everyday Things e Emotional Design são referências mundiais na área, porém no site de seu instituto é possível encontrar material interessante para pesquisa como artigos e posts. Vale a pena.

Falando em gente antiga do design, nunca é demais lembrar de Jacob Nielsen. Todo designer com certeza conhece ou já ouviu falar das Heurísticas de Nielsen. Algumas delas soam antigas no novo mundo da web 2.0, porém seus estudos sobre padrões de interação e comportamento do usuário são estremamente relevantes ainda hoje.
Alguns bons artigos que li recentemente em seu site:
Scrolling and Attention (um estudo sobre a atenção que o usuário dispõe em conteúdos com rolagem e sem);
F-Shaped Pattern For Reading Web Content (post sobre um estudo realizado com mais de 200 usuários detectando padrões de leitura na web)

A list Apart é um site dedicado a profissionais web (designers, front-end designers e desenvolvedores) com interesse nas áreas de User Experience e Usabilidade na web e sistemas. Traz sempre bastante conteúdo interessante, apesar de alguns posts serem um pouco extensos.
Alguns artigos interessantes que li recentemente:
Contrast is King (sobre o uso do contraste em aplicações web e sistemas afim de facilitar a leitura para usuários com deficiências visuais como o dautonismo)
The Problem with Passwords (artigo tratando sobre novas soluções para campos relacionados com senhas, o novo padrão instituído no IPhone e outros aplicativos móveis)

Touch Usability conheço a pouco tempo, mas é um bom site para interessados em desenvolver aplicativos para interfaces touch.

52 weeks of UX é a iniciativa de dois designers charás, Joshua Porter e Joshua Brewer, que pretendem lançar um post semanal até o fim do ano falando sobre experiência do usuário, usabilidade e afins de uma forma menos técnica, mas nem por isso fútil. Vale a pena.

E por último, mas não menos importante tem o iA, site da Information Architectures, uma empresa Japonesa/Sueca cujo foco de atuação é a criação de experiências de uso interativas através da Arquitetura de Informação e Design de Experiência do usuário.
O último post dos caras Designing for iPad: Reality Check mostra o processo de criação de alguns aplicativos para Ipad que desenvolveram sem realmente ter o produto em mãos. É interessante pois mostra alguns perrengues que passaram com mockups de baixa fidelidade e pressupostos que cairam por terra quando tiveram o produto em mãos.

É isso galera, por enquanto fica a dica desses artigos. Gostaria de ter tempo de escrever sobre cada um deles, pois com certeza vale a pena, mas infelizmente não está rolando. Porém garanto que todos são extremamente úteis se você está começando nessa área, tem curiosidade ou quer realmente criar experiências interativas inovadoras.

Que tal salvar o mundo jogando?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pois é, não é magia e sim o poder da tecnologia e da evolução dos games (especialmente dos gamers). Pelo menos é o que propôs a game designer e pesquisadora Jane McGonigal neste talk da edição deste ano do TED. Com legendas em inglês.

O papo ia meio caduco, com afirmações que não levavam a lugar nenhum e conclusões tão malucas que boa parte da platéia parecia imaginar que isso tudo não passava de uma grande piada, mas Jane chegou a conclusões interessantíssimas.

Segundo Jane, hoje em dia (em casos específicos, obviamente) chegamos a passar a mesma quantidade de horas do dia na escola e nos jogos. Então pode-se dizer que os games também estão educando uma massa gigantesca de jovens, tornando-os experts em alguma coisa, seja la o que for.

Ainda segundo a pesquisadora, gamers possuem, entre diversas outras características, a tesão pela aventura, otimismo e paixão por finais épicos. Então por que não usar todo essa sabedoria e conhecimento em prol de soluções de problemas do século XXI tais como, a falta de combustíveis fósseis ou o uso de energias alternativas. Tudo isso dentro do escopo de jogos eletrônicos.

O primeiro jogo desenvolvido por ela e seus companheiros de estudo dentro desta proposta foi o World Without Oil, jogo que criava situações hipotéticas de falta de combustíveis, onde os gamers deveriam desenvolver soluções de sobrevivência em um mundo sem petróleo.

O mais recente está começando pra valer agora e parece realmente muito interessante. Chama-se Evoke e é todo baseado em um storytelling bem bacana em HQ.

urgent_evoke

A mecânica do jogo é simples. Você se cadastra e a cada semana um novo capítulo de uma história em quadrinhos é lançado. O tema da história é baseado nas dificuldades que pessoas com ideias inovadoras e que pensam no futuro da humanidade teem para realizar seus projetos com a ajuda de todos (Ok, a história é bem mais densa e complexa que isso, mas não vou ficar aqui explicando). Ao fim do capítulo um pedido de ajuda é lançado e a comunidade de jogadores deve desenvolver idéias que contribuam para que os projetos apresentados na HQ sejam viáveis.

Gostei muito do capítulo desta semana, pois a história é passada no Brasil. Uma representante de Ong tenta desenvolver em uma favela dispositivos capazes de fornecer energia elétrica à comunidade em tempos de trevas no Rio (pff, como se já não estivesse assim por la). O interessante é que o roteiro da história parece ter sido escrito por alguém que realmente conhece os brasileiros, pois alguns dos problemas que se percebe nas entrelinhas do HQ são a “memória de curta duração” do brasileiro e a inércia de nosso povo frente aos problemas da comunidade especialmente a violência. Vale a muito a pena dar uma zepeada no site, e se você gostar de jogos, ainda da tempo de participar.

O grande objetivo de Jane é fazer com que todo esse tempo gasto em frente a consoles e computadores seja melhor aproveitado, e utilizado na busca por soluções para realmente salvar o mundo. Aparentemente o MIT Technology Review e a Harvard Business Review concordam e apoiam os estudos da “menina maluquinha” premiando e embasando alguns de seus estudos e teorias.

Não sei qual é a aplicabilidade prática de tudo isso, mas com certeza é um caminho bem interessante para trazer os ARGs (jogos de realidade alternativa) para uma realidade cada vez mais sem-alternativas (#tudumpish).

Você está falando comigo? Ou está falando sozinho…

sábado, 6 de março de 2010

Minha cabeça explodiu várias vezes enquanto assistia a palestra abaixo de Michael Wesch no Fórum de Democracia Pessoal sobre a Antropologia no Youtube. Por quê? Porque realmente cheguei a constatação de que a web 2.0 criou comunidades individuais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a maior parte das redes sociais são um espaço aberto para que você seja humano o suficiente para se abrir CONSIGO MESMO, não necessariamente com outros humanos.

Recomedadíssimo! Assista (Ingles com legendas)

Parece mais uma de minhas divagações malucas, mas o raciocinio é bem simples. Ao realizar um estudo com um grupo compostos por seus alunos da Kansas State University (EUA) e uma pesquisa com mais de 80 mil videos na internet, Michael chegou a esta equação.

Anonimato + Distância Geografia + Dialogo raro e efêmero = A liberdade de experimentar a humanidade sem medo ou ansiedade.

A experiência de postar um vídeo no YouTube torna-se muito mais social e antropológica que tecnológica. Um conteúdo denso, como um desabafo tende a se diluir no meio de um universo infindável de informação produzida por milhões de outras pessoas que possuem as mesmas angústias, alegrias e frustrações que você. Talvez esse anonimato, esse “sozinho no meio da multidão” versão 2.0 tenha nos tornado humanos de verdade (ou não) para nos abrir. Mas que experiência maluca é essa de se abrir para uma webcam? De conversar sozinho, de dialogar e refletir consigo mesmo em blogs, podcasts ou twitter.

O ser humano é um bixo problemático. E eu me incluo nessa.

Ok Go | This Too Shall Pass

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu diminui bastante a quantidade de posts relacionados a publicidade e mídias sociais. Na verdade diminui a quantidade de posts. Ponto! Mas esse aqui não resisti.

Lembram-se do Ok Go! Aquela banda do clip “Here it goes again” em que os caras fazem uma coriografia em cima de esteiras. Pois é, os caras resolveram apostar novamente na viralização de seus clips no YouTube e em apenas 1 dia, já conseguiram mais de 100 mil views em seu novo clip “This Too Shall Pass“.

Baseado no mecanismos de Rube Goldberg a banda criou um clipe super interessante que você assiste abaixo.

Não sei se fará tanto sucesso quanto seu clip anterior, porém prova que mais do que nunca os artistas estão buscando novas formas de chamar a atenção do público para seu som.

Já fiz alguns posts aqui no Mormasso relacionado com novos modelos de negócio na indústria musical e alternativas interessantes de trazer o público para perto de si. Porém nada substitui a velha plástica e o encatamento visual. Pelo menos quando a assunto é videoclips.

Tela touchscreen com botões físicos

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sensacional o que pesquisadores Carnegie Mellon University estão criando para interfaces touchs. Um dispositivo que une o melhor dos dois mundos da tecnologia atual, telas e dispositivos touchscreen, porém com um tecnologia que simula botões em relevo. Ideal para pessoas com pouca sensibilidade nas mãos ou má cordenação motora.

“É difícil criar uma superfície física que seja deformável e que ainda consiga renderizar gráficos bem”, diz Chris Harrison, pesquisador Ph.D. do laboratório de Interação Humano-Computador da CMU.

“É um projeto instigante que adentra no campo emergente das telas dinâmicas e táteis”, diz Johnny Lee, um pesquisador da Microsoft depois de ler sobre o projeto. “É uma idéia realmente interessante e estimuladora!”.

“Como humanos, somos indivíduos muito táteis. O toque é o nosso sentido primário enquanto navegamos o mundo, mas as telas sensíveis ao toque não nos permite usá-lo”, diz Lee.”

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Informações genéticas podem mudar comportamentos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.

É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.

Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.

Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.

Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.

Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?

Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.

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Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?

O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.

Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?

O encontro de dois (ou vários) mundos

domingo, 15 de novembro de 2009

O título deste post pode parecer extremamente prepotente (e talvez até exagerado, dependendo do ponto de vista) quando falamos de pessoas e não de instituições ou marcas. Porém a sensação foi essa durante o último sábado em Curitiba durante minhas aulas do curso de pós graduação. Afinal não é sempre que se junta em uma mesma mesa Microsoft, Midia Web (agência digital), Localweb e o Instituto Faber Ludens.

No sábado, uma mesa redonda entre Rene de Paula (Microsoft), Sergio Coelho (Midia Web), Fábio Akita (Localweb) e Fred Van Amstel (Faber Ludens) proporcionou um momento VIP para a galera do curso de pós graduação em Design de Interação do instituto. Discussões sobre os novos caminhos da comunicação, debates sobre as carreiras digitais e o papel do Designer de Interação no meio disso tudo, foram alguns dos assuntos abordados por esse time de peso. A galera fez a sua parte e (naturalmente) escutou muito mais do que palpitou. Com certeza ver diferentes percepções sobre o mercado digital vindas de diferentes profissionais em diferentes partes do processo é um privilégio.

Um momento curioso foi observar Rene de Paula (evangelista da Microsoft) absolutamente maravilhado com o trabalho desenvolvido pelo instituto e seus alunos. Abaixo vai um pequeno vídeo, gravado pelo mesmo, em que ele dá uma passeada pela Fisam (Faculdades Internacionais San Martin, onde o curso é ministrado) mostrando parte da loucura trabalho desenvolvido por nós.

No dia em questão, logo após a gravação deste vídeo, começamos a nos “bater” para tentar montar o tal Tribot menscionado pelo Fred utilizando a plataforma Lego Mindstorm. Experiência cansativa (devido ao incrível número de peças e ao calor infernal de Curitiba) mas muito compensadora.

PS.: Para quem  não me conhece, eu sou o figura sentado na mesa de boné e camiseta azul :)

Sobre artefatos interativos, neuroses e chapéus

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nos últimos dias recebi dois vídeos interessantíssimos de dois pesquisadores/estudantes de design de interação. Os objetivos de cada um são bem distintos porém um artefato os une, chapéus.

O primeiro vídeo é de Lauren Mccarthy, uma bela formanda em Art, Science and Design pelo MIT, mestranda em Fine Arts pela University of California, Los Angeles que desenvolveu o Happiness Hat. Um dispositivo em formato de chapéu que possui um sensor próximo a bochecha com a função de detectar se a pessoa está sorrindo ou não.

happiness_hat

Caso o aparelho detecte que a pessoa não está sorrindo, um outro disposito na parte de tras do chapéu com uma espécie de alfinete é acionado. Este dispositivo “espeta” a nuca da pessoa causando uma sensação desconfortável de dor obrigando-a a sorrir novamente para que o mesmo volte a posição inicial. Veja o vídeo abaixo.

Tão curioso quanto o vídeo é a proposta do trabalho. O texto explicativo no site de Laureen explica:

“Um sorriso é uma ação simples que possui o poder de fazer com que todos ao redor se sintam bem. Apenas usando os musculos da face para sorrir nós podemos fazer qualquer um se sentir melhor.
Ver pessoas sorrindo dispara pequenos mecânismos no nosso cérebro que fazem com que, inconscientemente, sorrimos também. Qual é o potencial de feedback de um mecânismo que melhora a maneira com que agimos e sentimos? Por outro lado quantas vezes nossa aparência não necessariamente representa o que estamos pensando e sentindo? Como conciliar esses paradigmas?”

Outro projeto curioso que também utiliza o artefato chapéu como forma de feedback é o Taikam Hat, projeto desenvolvido pelos alunos Ricardo Nascimentohh, Fabiana Shizue e Fabiana Shizue da universidade Kunstuniversität Linz na Austria.

taiknan_hat

Taikam Hat é um chapéu cinético que reage de acordo com mundação na radio frequência ao seu redor. A intenção com este projeto é materializar o invisível e alertar sobre o aumento da radiação eletromagnética.

A co-existência de todas as ondas eletromagnéticas radiadas por diversos aparelhos cria uma paisagem invisível que interage com o espaço e seus habitantes. Esta paisagem se transformou em uma nova forma de poluição, a electrosmog, que causa efeitos biológicos em humanos e animais.

O curioso é que os objetivos dos dois projetos são apoiados em neuroses do cotidiano, sejam elas provenientes da nossa vida digital ou não.
Estudar o comportamento neurótico e propor aplicativos e devices para isso, aparentemente, está na moda. Será que a tecnologia nos deixou mais neuróticos, ou essas neuroses vieram à tona com os novos dispositivos tecnológicos?

Taiknam hat from ricardo nascimento on Vimeo.

The Fun Theory | Diversão e Design de interação juntos para mudar comportamentos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Muito legal essa iniciativa apoiada pela Volkswagen na Suécia. O projeto The Fun Teory
A idéia é bastante simples, mudar o comportamento subversivo das pessoas através de soluções mais divertidas para problemas atuais.
Questionamentos do tipo: “Será que as pessoas passariam a utilizar a escada comum ao invés de elevadores ou escadas rolantes, se estas fossem mais divertidas?”

E “As pessoas evitariam jogar lixo no chão se a lixeira fosse mais divertido jogá-lo na lixeira?” já podem ser conferidas em vídeo.

O mais legal é que o site está aberto a propostas. Você poderá enviar propostas de projetos com essa temática de mudança de comportamento até o dia 15 de novembro e faturar até 2500 euros. Bem tentador não?