Arquivo da Categoria ‘Design’

Mobile primeiro…

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A frase acima é de Luke Wroblewski que nesse talk do LinkeIn nos mostra porque devemos planejar nossos produtos para dispositivos mobile primeiro, mesmo que o objetivo final não seja uma aplicação para celular.

O talk está em inglês mas coloquei os principais pontos (relacionados a user experience e design de interação) discutidos por ele em português logo abaixo :P

Produtos devem ser planejados para mobile primeiro (mesmo se o objetivo não seja mobile).Existem hoje mais de 10 bilhões de celuares no mundo. O crescimento do acesso a internet via mobile cresce 8 vezes mais rapido que o acesso desktop.

Razões concretas para que pensemos em mobile primeiro.

  • O crescimento da tecnologia mobile gera inumeras possibilidades.

Joe Hewitt, o criador da App do Facebook para Iphone, uma das Apps mais baixadas da AppleStore disse que “Inicialmente o objetivo era criar um complemento ao site, mas aos poucos ele se convenceu de que era possível criar uma versão do Facebook que poderia ser melhor que o proprio site.

Pessoas que usam a versão mobile do Facebook são 50% mais ativas que as pessoas que utilizam a versão Desktop.

  • Obstáculos fazem o usuário focar mais

Todas os obstáculos como telas menores, velocidade de conexão baixa e tecnologia ainda em desenvolvimento faz com que o foco na tarefa seja o principal objetivo de uma aplicação mobile.
Em dispositivos desktop a tela padrão disponivel é de 1024×768 enquanto na média o espaço de interação nos dispobitivos mobile é 80% menor (320×480). Isso mostra que o foco deve ser facilmente identificado nos dispositivos mobile em comparação aos desktop.

No Iphone Interface Guidelines diz “Em Iphone Apps, a função principal deve ser identificada imediatamente. Minimizando o número de controles aos quais os usuários devem escolher.Focando a atenção nas tarefas principais.
Em dispositivos como Ipad ou Iphone não existem menus, o proprio conteúdo é a UI do aplicativo. Pensando nesse sentido reduzimos a quantidade de objetos e interações que não fazem parte da tarefa trazendo o foco para o próprio conteúdo.

Curious Displays

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O vídeo abaixo é um belo trabalho conceitual da Designer Julia Tsao.

Curious Displays from Julia Tsao on Vimeo.

O projeto explora nosso relacionamento com os diferentes devices e tecnologias examinando a multidimensionalidade da comunicação e complexidade do comportamento social e interativo. Em essência, o projeto funciona como uma peça de design fiction, considerando a natureza flutuante de nosso atual engajamento com as mídias tecnológicas provendo imagens futurísticas de novas formas de interação com as mesmas.

Profundo!

Design de interação de um jeito simples.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Já falei sobre ergonomia em design aqui e aqui, sobre as relações entre formulários e chaleiras neste outro post, testes de usabilidade, user experience e design de interação de maneira geral no blog. Porém acredito que em nenhuma das vezes chegue na simplicidade de Marcos Nahr ao explicar do que se trata design de interação como nos slides abaixo.

Se você ficou interessado de uma boa olhada, aproveite que está em português ;)

v

“Design é um esporte de contato”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

As palavras que dão título a este post são ditas por Tom Wujec um dos cabeças da Autodesk, empresa lider do segmentos de software para projetos 2D e 3D. Conhece o AutoCAD? Pois é…

Tom Wujec propõe um desafio bastante interessante que visa testar o poder e força colaborativa de diferentes times para saber qual desses times obtem o melhor resultado. O desafio é simples, construir uma torre usando fita adesiva, macarrão e marshmallow. Um detalhes, o marshmallow deve ficar na ponta da estrutura. A torre mais alta vence o desafio.

Mais detalhes no vídeo

Um detalhe que achei interessantíssimo é quando ele compara os resultados obtidos por times de recém-formados comparados ao de crianças em idade de alfabetização.

Segundo Tom equipes de recem-formados obtém um resultado medíocre comparado ao time das crianças pois deixam a prototipação para o final. O momento “Ta-da!” é seguindo frequentemente por um “Oh não!” porque perde-se bastante tempo estudando e planejando a estrutura da torre do que colocando a mão na massa de verdade.

Essa é a grande vantagem das crianças pois elas assimilam o desafio e o traduzem a uma tarefa simples. Todo o processo nada mais é do que uma série de tentativas e erros na busca pelo melhor resultado. Tudo isso pode ser traduzido em nossa linguagem no ciclo Prototipagem [que gera] > Resultado [que se torna]> Aprendizado [que gera mais] > Prototipagem.

Falei sobre as vantagens da prototipagem em papel no desenvolvimento de interfaces aqui e sobre como ela pode ser um bom método de pesquisa com personas simuladas aqui e aqui . Esse parece mais um belo exemplo de como o trabalho em grupo e a prototipagem podem gerar resultados excelentes mesmo em times “menos experientes”.

Enfim, ainda não testei o desafio, mas parece ser uma idéia bem interessante. Mais informações você encontra no site do projeto

O que você precisa saber sobre Eye Tracking

domingo, 16 de maio de 2010

Ainda não fiz nenhum teste com computadores ou softwares que realizam Eye Tracking, mas essa apresentação de Harry Brignull no UXLX’10 em Lisboa mostra alguns pontos interessantes que deve ser questionados no momento de um teste como este.

Ergonomia e Usabilidade em Joinville/SC

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aí pessoal, essa é uma dica quente para quem está por Joinville e quer se aprimorar ainda mais nos conceitos de Usabilidade, Ergonomia, Design Centrado no Usuário e Design de Interação.

Há alguns meses venho batendo na tecla da experiência perfeita, design participativo, usabilidade e tantos outros assuntos que são considerados bem chatos pela maiorias dos diretores de arte e designers web, mas que a cada dia ganha mais terreno no território tempestuoso do mundo digital.

E esta semana fui contatado pelo pessoal da Sustentare Escola de Negócios que traz a cidade Fred Vam Amstel, meu professor na pós graduação em Design de Interação do Instituto Faber Ludens e um dos principais nomes da disciplina no país. Fred presta consultoria para empresas como Magazine Luiza, Tramontina e Volkwagen, então com certeza já da para ter uma ideia de que o cara manda bem.
As aulas iniciam em 21 de maio, às 19h e serão ministradas às sextas e sabados.
Mais informações enviem um email para Sustentare (sustentare@sustentare.net)

Artigos, blogs e informações interessantes para UXD, AI e profissionais web em geral

sexta-feira, 16 de abril de 2010
usuario_flickr

usuario_flickr

Olá pessoal, volto a postar depois de um bom tempo  fora de órbita em função do nascimento da Lunna, minha filhotinha :) mas agora espero, aos poucos, voltar a velha rotina.

Enquanto não elaboro alguns artigos mais completos, deixo a vocês algumas dicas do que tenho lido ultimamente. Como já disse inúmeras vezes, tenho focado meu trabalho menos na publicidade e criatividade e mais na experiência do usuário. Logicamente sei que um não sobrevive sem o outro, no entando percebo que existe muita força de vontade criativa, mas grandes falhas na execução de projetos web/mobile e interativos em geral.

Então, se você, assim como eu, tem migrado para as áreas de User Experience Design (UX), Arquitetura de Informação (AI), Design de Interação (IxD) ou User Interface (UI), aconselho dar uma boa lida nos artigos, blogs e links a seguir. Detalhe, a maior parte deles são em inglês. Infelizmente bom conteúdo nessas áreas em português ainda é raro.

Interactions Magazine
Site da Revista de mesmo nome publicada mensalmente na gringa. Traz sempre artigos interessantes de profissionais do design e tecnologia como Donald Norman, Dan Saffer entre vários outros. Alguns são bloqueados para assinantes, mas boa parte do conteúdo é livre.

Donald Norman é unanimidade quando se fala em Design Centrado no Usuário. Seus livros The Design of Everyday Things e Emotional Design são referências mundiais na área, porém no site de seu instituto é possível encontrar material interessante para pesquisa como artigos e posts. Vale a pena.

Falando em gente antiga do design, nunca é demais lembrar de Jacob Nielsen. Todo designer com certeza conhece ou já ouviu falar das Heurísticas de Nielsen. Algumas delas soam antigas no novo mundo da web 2.0, porém seus estudos sobre padrões de interação e comportamento do usuário são estremamente relevantes ainda hoje.
Alguns bons artigos que li recentemente em seu site:
Scrolling and Attention (um estudo sobre a atenção que o usuário dispõe em conteúdos com rolagem e sem);
F-Shaped Pattern For Reading Web Content (post sobre um estudo realizado com mais de 200 usuários detectando padrões de leitura na web)

A list Apart é um site dedicado a profissionais web (designers, front-end designers e desenvolvedores) com interesse nas áreas de User Experience e Usabilidade na web e sistemas. Traz sempre bastante conteúdo interessante, apesar de alguns posts serem um pouco extensos.
Alguns artigos interessantes que li recentemente:
Contrast is King (sobre o uso do contraste em aplicações web e sistemas afim de facilitar a leitura para usuários com deficiências visuais como o dautonismo)
The Problem with Passwords (artigo tratando sobre novas soluções para campos relacionados com senhas, o novo padrão instituído no IPhone e outros aplicativos móveis)

Touch Usability conheço a pouco tempo, mas é um bom site para interessados em desenvolver aplicativos para interfaces touch.

52 weeks of UX é a iniciativa de dois designers charás, Joshua Porter e Joshua Brewer, que pretendem lançar um post semanal até o fim do ano falando sobre experiência do usuário, usabilidade e afins de uma forma menos técnica, mas nem por isso fútil. Vale a pena.

E por último, mas não menos importante tem o iA, site da Information Architectures, uma empresa Japonesa/Sueca cujo foco de atuação é a criação de experiências de uso interativas através da Arquitetura de Informação e Design de Experiência do usuário.
O último post dos caras Designing for iPad: Reality Check mostra o processo de criação de alguns aplicativos para Ipad que desenvolveram sem realmente ter o produto em mãos. É interessante pois mostra alguns perrengues que passaram com mockups de baixa fidelidade e pressupostos que cairam por terra quando tiveram o produto em mãos.

É isso galera, por enquanto fica a dica desses artigos. Gostaria de ter tempo de escrever sobre cada um deles, pois com certeza vale a pena, mas infelizmente não está rolando. Porém garanto que todos são extremamente úteis se você está começando nessa área, tem curiosidade ou quer realmente criar experiências interativas inovadoras.

Você está falando comigo? Ou está falando sozinho…

sábado, 6 de março de 2010

Minha cabeça explodiu várias vezes enquanto assistia a palestra abaixo de Michael Wesch no Fórum de Democracia Pessoal sobre a Antropologia no Youtube. Por quê? Porque realmente cheguei a constatação de que a web 2.0 criou comunidades individuais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a maior parte das redes sociais são um espaço aberto para que você seja humano o suficiente para se abrir CONSIGO MESMO, não necessariamente com outros humanos.

Recomedadíssimo! Assista (Ingles com legendas)

Parece mais uma de minhas divagações malucas, mas o raciocinio é bem simples. Ao realizar um estudo com um grupo compostos por seus alunos da Kansas State University (EUA) e uma pesquisa com mais de 80 mil videos na internet, Michael chegou a esta equação.

Anonimato + Distância Geografia + Dialogo raro e efêmero = A liberdade de experimentar a humanidade sem medo ou ansiedade.

A experiência de postar um vídeo no YouTube torna-se muito mais social e antropológica que tecnológica. Um conteúdo denso, como um desabafo tende a se diluir no meio de um universo infindável de informação produzida por milhões de outras pessoas que possuem as mesmas angústias, alegrias e frustrações que você. Talvez esse anonimato, esse “sozinho no meio da multidão” versão 2.0 tenha nos tornado humanos de verdade (ou não) para nos abrir. Mas que experiência maluca é essa de se abrir para uma webcam? De conversar sozinho, de dialogar e refletir consigo mesmo em blogs, podcasts ou twitter.

O ser humano é um bixo problemático. E eu me incluo nessa.

Informações genéticas podem mudar comportamentos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.

É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.

Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.

Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.

Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.

Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?

Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.

google_dontbeevil

Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?

O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.

Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?

Ergonomia para Humanos e Designers de Interação

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

De algum tempo para cá muitos dos leitores, acredito que a maioria, notou que o foco de dicussão do Mormasso mudou radicalmente. Isso se deve ao fato de que, eu naturalmente, também mudei meu foco de trabalho e interesse. A cada dia que passa me torno muito mais “humano” e isso implica uma série de nova resoluções, preocupações e questionamentos que vão além do mundo mágico da publicidade e das ações de marketing.

Quando digo que estou ficando cada dia mais “humano” tendo sintetizar (não sei se consegui em um primeiro momento) que o foco deste blog mudou. O que interessa a partir de agora são as relações humano-humano e humano-computador. Ainda vou continuar postando ações interessantes em design, publicidade, e marketing, porém o que quero salientar a partir de agora é o papel do ser humano nisso tudo, como ele interage com essas ações e como tentar minimizar ao maximo suas frustrações no meio disso tudo.

E uma boa maneira de criar uma interação humano-computador satisfatória, é dando a enfase no primeiro elemento desta relação. Isso implica em projetar e arquitetar para pessoas, utilizar linguagem e mensagem que as mesmas compreendam em um ambiente que seja acessível as mesmas. E uma etapa crucial desta relação é a ergonomia.

Mas antes de corrigir sua postura ou ajustar sua cadeira na posição ideal ao monitor, devo dizer que não é exatamente DESTA ergonomia que se trata. A medida que as interfaces se tornam cada vez mais tangíveis, a interação com o usuário torna-se mais fisicamente diversa e complexa. Entender e aplicar conceitos antropométricos, cinéticos e de física ergonônica é essencial para design e usabilidade efetivas.

Neste post, fiz o upload de uma apresentação de Dan Saffer onde ele basicamente citava uma série de cuidados ergonômicos aos quais devemos nos ater ao projetar interfaces gestuais interativas. A palestra abaixo é de Rob Tannen e trata do mesmo assunto, porém com um foco um pouco mais abrangente.

O assunto não é dos mais excitantes, mas é altamente recomendável para quem, assim como eu, busca projetar experiências com foco no usuário, ou se preferir, com foco em humanos.

Em seu site Rob criou uma série de posts sobre o assunto iniciando neste. Leitura obrigatória.