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Você está falando comigo? Ou está falando sozinho…

sábado, 6 de março de 2010

Minha cabeça explodiu várias vezes enquanto assistia a palestra abaixo de Michael Wesch no Fórum de Democracia Pessoal sobre a Antropologia no Youtube. Por quê? Porque realmente cheguei a constatação de que a web 2.0 criou comunidades individuais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a maior parte das redes sociais são um espaço aberto para que você seja humano o suficiente para se abrir CONSIGO MESMO, não necessariamente com outros humanos.

Recomedadíssimo! Assista (Ingles com legendas)

Parece mais uma de minhas divagações malucas, mas o raciocinio é bem simples. Ao realizar um estudo com um grupo compostos por seus alunos da Kansas State University (EUA) e uma pesquisa com mais de 80 mil videos na internet, Michael chegou a esta equação.

Anonimato + Distância Geografia + Dialogo raro e efêmero = A liberdade de experimentar a humanidade sem medo ou ansiedade.

A experiência de postar um vídeo no YouTube torna-se muito mais social e antropológica que tecnológica. Um conteúdo denso, como um desabafo tende a se diluir no meio de um universo infindável de informação produzida por milhões de outras pessoas que possuem as mesmas angústias, alegrias e frustrações que você. Talvez esse anonimato, esse “sozinho no meio da multidão” versão 2.0 tenha nos tornado humanos de verdade (ou não) para nos abrir. Mas que experiência maluca é essa de se abrir para uma webcam? De conversar sozinho, de dialogar e refletir consigo mesmo em blogs, podcasts ou twitter.

O ser humano é um bixo problemático. E eu me incluo nessa.

Informações genéticas podem mudar comportamentos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.

É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.

Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.

Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.

Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.

Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?

Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.

google_dontbeevil

Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?

O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.

Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?

Design de Interação para habilidades específicas (PARTE 1)

sábado, 21 de novembro de 2009

Achei super interessante este artigo postado no site Johnny Holland (um forum de discussão sobre design de interação, IHC, etc)vale a visita!

No artigo em questão o autor discute o quanto é complicado o trabalho de desenvolvimento de uma solução para um contexto de uso específico. Como um sistema para um cirurgião ou operador de voo. Desenvolver soluções para situações de uso tão complexas é um desafio para o designer de interação. É preciso entender os diferentes contextos de uso do mesmo para desenvolver um produto que seja fácil de usar e “invisível”.

Dividi o artigo em duas partes e o traduzi livremente, portanto talvez algumas expressões ou palavras não façam muito sentido para o usuário comum :) Portanto, caso seu inglês seja bacana, recomendo a leitura do post original para um melhor entendimento e contextualização.

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Nenhum usuário é “especial” ou todos eles são? Independentemente da forma com que enxergamos esta situação, como designers de interação, encontraremos contextos de uso e domínios de conhecimento que sairão completamente de nossa rotina de trabalho e conhecimento em algum momento nossa carreira. Em minha opinião, designers precisam aplicar “ferramentas mágicas” enquanto estão desenhando/desenvolvendo para situações especiais.  Desta forma é preciso sempre ter em mente que existe uma série de diferenças entre contextos especializados de uso e o uso geral pelos consumidores de massa (como uma rede social ou um telefone celular). E este é o foco deste artigo.

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No ambiente digital de trabalho de uma enfermeira, por exemplo, o design de um aparelho medidor de sinais (um monitor cardíaco) requer do designer um domínio específico de conhecimento em seu desenvolvimento. “Medidor de pressão sanguínea” não é apenas um nome em uma lista, é preciso entender o que isso significa e a partir daí desenvolver um produto que faça sentido para a enfermeira.

Bom, então como desenhar o melhor sistema possível quando nos deparamos com esses contextos especiais? Como teremos certeza de que os sistemas interativos não serão difíceis de usar ou demasiadamente complexos? Este artigo provê uma introdução ao domínio do design de interação especializado, provendo algumas guias para um resultado de User Experience (UX) satisfatório.

Desenhando para um contexto particular

Pense em uma profissão onde é necessário um treinamento altamente especializado ao usuário.

  • Quais são os sistemas ao redor deste usuário?
  • Esses sistemas são naturalmente interativos?
  • Quais são as habilidades específicas que necessitarão de um alto grau de conhecimento quando executadas?

Qualquer device interativo pode ser o “sujeito” em um contexto especializado de uso. A partir dos conceitos mostrados aqui, o design de interação “especializado” ganha relevância quando o profissional que o utiliza é submetido a longos períodos de uso. Quando isto se torna parte de seu dia a dia e rotina de trabalho. Um contexto que requer um alto nível de treinamento na operação. Isto pode ser uma plataforma de transações de um operador financeiro, o processador de texto de um escritor, uma “pick up” para um DJ, etc.

O conhecimento específico

O treinamento ou educação de um usuário especializado é um importante fator de consideração. O conhecimento específico, que pode ser pré-suposto pelo designer, ajuda muito no momento de desenvolver sistemas eficientes. Nomeando alguns.

  • Simbologias específicas e padronagens podem conter informações importantes, sendo uma alternativa a nomeações muito extensas (La bels) e explicações.
  • Abreviações e siglas podem fazer muito sentido para usuários treinados. Isto possibilita uma melhor distribuição da informação e rapidez no entendimento da mesma. Ao invés de referir-se diretamente aos números de procedimentos ou referências, o usuário saberá do que se trata a informação, pois terá aprendido todos essas abreviações e siglas em treinamentos anteriores.
  • Facilidades não precisam ser totalmente transparentes. Atalhos escondidos e seqüências interativas podem ser aprendidos facilmente em uma segunda etapa do aprendizado. Quando o usuário já domina o sistema.
  • Guias e ferramentas de suporte devem ser mantidas no mínimo. Isto não significa que o sistema precisa ser difícil de entender e aprender.

A quantidade de conhecimento que apóia o processo de design pode ser desafiadora na execução do mesmo. Nenhum designer de interação entenderá completamente o contexto de uso de um piloto ou um cirurgião. Um sistema que precisa ser fácil de usar e acessível a um usuário com anos de estudo e pré treinamento, dificilmente será bem planejado e desenvolvido por um designer de interação sem o mínimo de suporte do usuário final. Ainda mais se o contexto de uso for difícil de replicar ou inacessível fisicamente.

Nestes casos é muito comum o uso de experts em uso durante o processo. Estes, não necessariamente precisam ser funcionários do cliente. Mas precisam trabalhar próximos aos UX e time de desenvolvedores. Eles são parte indispensável do processo de design e a solução certa para o usuário final.

continua…

Typophile Film Festival | Sequencias de abertura

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um belo trabalho executado pelos alunos da Brigham Young University (BYU).
5 sequências de abertura para o 5° festival Typophile. Vale a pena ver.

Typophile Film Festival 5 Opening Titles from Brent Barson on Vimeo.

Neurosonics Audiomedical e The Mill

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Para divulgar o trabalho do estudio de Audio Design Neurosonics Audiomedical a The Mill de Londres fez um trabalho espetacular com a participação do coletivo de DJs Scratch Perverts. Clique na imagem e veja no site dos caras.

neurosonics_audiomedical

O Fim do digital?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vale dar uma lida no que eu escrevi há algum tempo atrás sobre computação pervasiva. Tem muito a ver! :D

O Fim do Digital from iThink on Vimeo.

Art & Copy. Um filme sobre comerciais? Parte 2

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Láaa atrás, quando comecei o Mormasso, escrevi um post apresentando esse novo filme documentário que estava em fase final de produção que se tratava de criatividade e publicidade. Aparentemente o mesmo está sendo lançado. Abaixo o trailler.

O filme é dirigido por Doug Pray, um diretor de documentários especializado em subculturas como o Graffitti “Infamy” (2005), motoristas de caminhão “Big Rig” (2008) e até o hype do movimento Grunge de Seattle “Hype!” (1996). Bagagem cultural o cara tem.

Prototipagem em Papel | Sistema Infocine (UFES)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fuçando no blog do Arquiteto de Informação Murilo Lima, encontrei esse vídeo muito bacana que mostra um teste de usabilidade feito por alunos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) para a disciplina de Multimida I do curso de Desenho Industrial. A idéia é simular algumas tarefas vinculadas ao ato de ir ao cinema através de um sistema interativo. Ver informações sobre um filme, avaliar um filme já visto entre outras. Bem bacana.

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Outros posts relacionados à AI e Prototipação.

Prototipando a Experiência do usuário

Mix 09 | Desenhando a Experiencia do Usuário


Criança, A Alma do Negócio

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recebi via Twitter o trailler deste documentário fantástico dirigido por Estela Rener e produzido por Marcos Nisti.

O documentário está completo no YT para, assista!

O papel do Mormasso é muito maior do que simplesmente um blog sobre publicidade, tecnologia, comportamento e etc. Utilizo (eu, Bruno Duarte) essa ferramenta como uma espécie de diário sobre minhas evoluções na carreira, novos aprendizados, novas percepções, entre outras coisas. E me lembro que lá no longíncuo ano de 2004,2005 nos bancos de faculdade ouvi pela primeira vez alguém comentando sobre proibição de publicidade para crianças. Na época achei um absurdo, censura, pensamento retrógrado, mas hoje em dia começo a questionar isso.

Atualmente trabalho como diretor de arte para web em agência digital e alguns de meus trabalhos são voltados para o publico infanto-juvenil. Justamente por esse motivo realizo algumas pesquisas aleatórias sobre design e comportamento infantil, e o que percebo é realmente que a infância se tornou “faixa de gôndola”.

Em uma dessas minhas “pesquisas aleatórias” encontrei este artigo sobre a compreensão do uso de elementos lúdicos na moda infantil e logo na introdução do trabalho os pesquisadores descrevem:
A exploração da mídia e a valorização do consumo, cada dia, abrem novas portas para o mercado da moda, e as peças criadas para crianças não fogem à regra. A mídia direcionada para os baixinhos faz com que o consumo seja remodelado e novas tendências surjam principalmente na apresentação de produtos infantis.

Nada de novo certo, mas abra o pensamento crítico para o poder que esse paragráfo tem. A mídia direciona o comportamento da criança, ditando regras e comportamento e não o contrário. Existe uma banalização do comportamento infantil que de longe lembra o que eu tive quando criança, mas que não passa nem perto do que meus pais tiveram na época deles.

Acredito que a proibição de comerciais voltados para o público infantil ainda está longe de ser a solução ideal, mas documentários como esse mostram que realmente é necessário reavaliar o papel da criança na sociedade. Como? Ainda não sei, você tem alguma sugestão?

Henry Jenkins no Programa Milênio da GNT

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vi isso aqui ontem, mas na correria da minha saga contra uma série de virus chineses que invadiram o Mormasso da noite pro dia (ta limpinho agora :P) acabei esquecendo de publicar.

O vídeo abaixo mostra uma entrevista que o idolatrado por todos os teóricos, entusiastas e praticamentes da cultura da convergência (inclusive esse que vos escreve) Henry Jenkins deu ao programa da GNT. Aparentemente ele veio divulgar seu (não tão novo) livro Cultura da Convergência e participar de alguns simpósios e palestras.

Entre outras coisas Jenkins fala sobre a cultura do Fã, economia afetiva, comunidades de conhecimento e etc. Assista e comente!

Quer saber mais sobre o papai da convergência? Veja nos links abaixo:

A publicidade tradicional continua passando batom no porco.

Se não espalhar, está morto!

Convergência midiática e Economia Afetiva ou O que Aprender com Henry Jenkins? Parte I

Convergência midiática e Economia Afetiva ou O que Aprender com Henry Jenkins? Parte II

O ziriguidum da cultura de Mashup