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Avaliação heurística no site www.redley.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Para o trabalho de avaliação heurística da disciplina de ergonomia e usabilidade escolhi o site de comércio eletrônico da marca Redley para avaliar.

Sou um grande admirador da marca, porém nunca havia realizado compras pelo seus site de comércio eletrônico, portanto foi uma experiência duas vezes interessante.

À primeira vista o site me impressionou, pois logo na entrada já oferece duas opções ao usuário: Visitar o site institucional da marca e conhecer a nova coleção ou ir diretamente para a loja virtual. Isso me agradou bastante, pois já conheço a marca e sou um consumidor em potencial do serviço.

A tarefa realizada a seguir é a compra de um item na loja virtual da loja. Fiz a avaliação tendo como base as 10 heurísticas de Nielsen.

Home

home_geral

Pontos positivos.
Escolha entre navegação na loja virtual e site institucional na introdução do site.

Ponto negativo.
O menu produzido em flash pode ser um problema para usuários menos avançados. Sem o complemento instalado, o usuário não consegue visualizar o site institucional ou pelo menos ter acesso a estas duas opções.

Solução Produção de uma versão da página em html

Home Institucional

home_institucional

Pontos positivos. Clean e atrativa. Item compras online em destaque no menu.

Pontos negativos. A escolha da navegação não agrega valor ao usuário, tentendo a confundi-lo. O menu é escondido (é preciso usar a barra de espaço para que o mesmo apareça) e a ajuda fica no rodapé da pagina, inacessível a configurações de tela menores que 768px de altura.
Apesar do item compras online constar no menu, o mesmo não possui over no botão ao se mover o mouse entre as opções masculino e feminino.

Solução Dar mais destaque a estas opções com um over sobre elas durante a seleção.

Home Loja Virtual

home_loja

Pontos positivos.
Bem organizada, limpa e confiável. Os itens no menu da direita possuem over, facilitando a leitura das opções, informações sobre segurança do site, trocas e entregas constam na home dando mais confiança ao usuário.

Pontos negativos.
O banner da home é rotativo em flash. A navegação no mesmo é feita através de setas dos lados esquerdo e direito, porém a cor das setas algumas vezes se confunde com a de fundo da imagem, tornando-a imperceptível.
Alguns dos destaques do banner possuem cliques que levam ao item dentro do site, porém o padrão de botão não é seguido em nenhuma outra parte do site.
Em nenhum ponto do site é indicado explicitamente que estou na loja virtual de produtos MASCULINOS. A presença de um link FEMININO sem qualquer identificação abaixo do menu pode confundir a navegação.

Soluções (identificação da página) Consistência na identificação da página mantendo sempre o título da mesma em destaque no topo.

(Banner) Aumentar contraste do elemento seta no banner ou então modificar sua apresentação.

Home da Categoria

home_categoria

Pontos positivos.
A presença de breadcrumb no alto da pagina mais o destaque no banner e o item selecionado no menu e o nome da página ajudam realizar um escaneamento rapido da pagina.

Pontos negativos
A utilização dos filtros deveria facilitar a busca, porém atrapalha pois oferece opções de filtros além do necessário.
A cada modificação no menu dropdown um novo reload é dado na página tornando impossível a aplicação de ao menos 2 filtros de uma única vez.

Soluções Diminuir a quantidade de filtros, deixando-os mais relevantes. Exemplo (menor preço, mais recentes, tamnho M, etc)

Produto em destaque

produto_destaque

Pontos positivos
A pagina possui boa divisão da informação. As visualizações carregam rapido (inclusive o zoom para detalhes da peça)
Botão de ação critica (incluir item na sacola) está com bom destaque e de bom tamanho.
Informações sobre compra casada aparecem na rolagem, aumentando a probalidade de compra de outros itens.

Pontos negativos
Pagina um pouco extensa verticalmente. O botão de compra (incluir na sacola) somente aparece após a rolagem da mesma.

Incluir produto na sacola

produto_destaque2

Ao incluir o produto na sacola, um quadro surge indicando quais os produtos já estão em sua sacola, um subtotal e um link critico para fechar a compra.
Melhoria. Alterar a cor de fundo por uma mais constrastante para dar mais destaque a esta informação.

Solução Aumentar o contraste do box.

Cadastro e validação

cadastro

Antes de efetuar a compra o usuário deve preencher um formulário de cadastro, caso ainda não seja cadastrado no site. Esta tela possui mensagens amigáveis e de fácil entendimento.

Pontos positivos.
Tela de cadastro prioriza o contexto do uso. É bastante rápida e concisa, não pede informações desnecessárias e é bem organizada.
Separa as informações em 3 grupos distintos (Dados de acessso, dados pessoais e endereço de entrega
O label da informação é posicionado acima do campo alinhado a esquerda facilitando o processamento da informação (leitura top-down). Como o cadastro pede simplesmente o necessário, não sendo extenso demais, a probabilidade do usuário completar essa fase e realizar a compra é muito grande.

Carrinho de compras

fechar_compra

Página bem organizada e dinâmica, pode-se alterar a quantidade de itens ou excluir itens facilmente. O botão continuar comprando está bem localizado porém o botão “inciar fechamento” aparece somente após a rolagem.

Pontos negativos.
Botão critico longe da vista do usuário e com label estranho.

Soluções Trazer o botão para mais alto na página e mudar seu label. Exemplo, “ir para o caixa”.

Fechamento

fechar_compra_erro

Ao clicar em iniciar fechamento, novamente meu usuário e senha foram pedidos, (provavelmente porque demorei muito em minha sessão) porém ao tentar utilizar o usário e senha cadastrados tive o desprazer de não conseguir efetuar a compra. Pois o site me redirecionava para uma página de buscas que eu não efetuei.
Em nenhum de meus emails tive algum email resposta de confirmação de cadastro para confirmar meu usuário e senha. Nesse ponto desisti da compra.

Soluções Envio de email ao usuário logo após o cadastro com seus dados de acesso.

Modificar a mensagem de erro de forma a deixá-la coerente com a tarefa que está sendo realizada. Indicar caminhos para recuperação da senha.

De maneira geral o site da marca ofereceu uma boa experiência de uso. Apesar de um problema alta criticidade no momento de finalização da compra que pode ser resolvido de forma simples. Os outros pontos citados por mim na avaliação não são de grande criticidade, mas merecem atenção. Parabéns ao time de designers e programadores que proporcionaram uma boa experiência de uso para um fã da marca, continuem assim :)

O poder dos testes de usabilidade na experiência de uso de produtos e sistemas online

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ando estudando bastante sobre as várias disciplinas, etapas e processos que tratam de um bom Design de Interação. Uma delas, que inicialmente achava uma chatisse (e a primeira vista realmente o é), mas que agora estou aprendendo a amar são os testes de usabilidade.

Diversas vezes ouvi designers e diretores de arte web falando mal de testes de usabilidade e Arquitetura de Informação por achar que os mesmos “dificultam” ou “tiram a graça”  do trabalho. Como se criar uma experiência de uso de uma ferramenta na web não devesse passar pelo crivo do personagem principal da história, o usuário. Bobagem!

Ter em mãos resultados que comprovam, ou desaprovam, determinados caminhos no trabalho online é importantíssimo. Nos faz aprender mais sobre nosso público e sobre noss papel dentro deste universo.

O vídeo abaixo é antigo, uma raridade gravada em fita VHS, recentemente “upado” para o Youtube. Se trata de um teste de usabilidade realizado pela Corel (sim, a própria)  afim de testar duas ferramentas de um software destinado a construção de páginas. No teste o objetivo é construir um site com três páginas utilizando o método Wizard (um passo-a-passo) e o método Template.

O áudio é em inglês e não está muito bom, porém no final é possível entender muito bem o objetivo e a importância dos testes de usabilidade. Melhor ainda é perceber o quanto nossas opiniões, como profissionais na área, muitas vezes distorcem a realidade sobre o que é realmente bom para o usuário.

Por que a inovação é tão importante?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lendo este post bem bacana do site McKinsey soube que esta empresa possui um indice de pontuação para inovação (denominado por eles como IPS). A empresa, que na verdade é uma consultoria/instituto de pesquisas avalia o quanto do lucro de uma determinada empresa provem de atitudes ou produtos inovadores.

porque_inovar

No post em questão, eles apontam como são feitos alguns cálculos e uma parte dos processos para avaliar o índice de inovação das empresas. Não cabe a mim relatar isso aqui. Porém algumas lições extraídas deste estudo são bem interssantes. Veja abaixo.

1.Empresas que inovam fazem isso de forma consistente. Elas atingem o sucesso em grande parte (70 a 80 porcento de IPS) procurando novas soluções para seu negócio ou mercado ao invés de procurar ou criar novos segmentos.

2. Olhando para outras crises econônmicas, como a da bolha “.com”, percebeu-se que as empresas mais inovadoresas foram aquelas que continuaram estimulando a inovação e soluções diferenciadas mesmo em tempos complicados, ao invés de se manterem conservadores. A agilidade e a capacidade de inovar faz com que essas empresas/pessoas lidem melhor com desafios. Além do mais, muitos produtos importantes foram introduzidos no mercado em tempos de crise. Parafraseando o Presidente Obama em um conselho a Rahm Emanuel “Estas empresas não desperdiçam uma boa crise”.

3. Os variados tipos de inovação - produto, processos e modelos de negócios - são especialmente interessantes. Enquanto a importancia de cada um deles é variável ( por empresa, industria, segmento, etc), foi identificado que um grau significante de inovação dentro do modelo de negócio é comum e necessário para a condução de todo o processo de inovação, seja qual for o ambiente.

4. Existe um nivel ótimo de inovação. Empresas com um baixo nível de inovação, claramente sofrem em um mercado em constante mutação. Enquanto isso, empresas com os maiores níveis de IPS são as mais recompensadas com TRS (Retorno do Stakeholder. Quanto mais a empresa se mostra-se aberta a inovação e a pratica consistentemente, mais colaboradores, fornecedores e clientes com esse perfil são atraídos para a mesma)

Pense nisso!

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“A indústria precisa dos músicos, mas os músicos não precisam da indústria.”

Volkswagen Eos | The Open Cage

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Navegando por aí muitas vezes encontro alguns sites que vão muito além da concepção tradicional de site. São trabalhos que agregam ao ato de navegar uma experiência nova, de diversão. Esse é o caso do novo site desenvolvido para o lançamento Eos da Volkswagen aqui no Brasil.
Com criação da Almap (pra variar) o site é um advergame onde o seu objetivo é desviar dos pássaros que tentam atrapalhar a sua viagem. Na viagem você passa por belas paisagens do interior de São Paulo do do Rio de Janeiro.

vw_eos

A produção e pós produção do vídeo ficou a cargo da Spray Filmes enquanto o design e programação do site, nas mãos da Grafikonstruct.
Um trabalho de nível gringo que cumpre seu papel de entreter o usuário sem esconder ou expor demasiadamente o produto. vale o clique.

Abaixo confira o making of da produção

Toyota IQ Font

terça-feira, 21 de julho de 2009

Simplesmente fantástica a execução desse trabalho para a promoção do novo modelo Toyota IQ na Belgica.

Para mostrar toda a flexibilidade, agilidade, desempenho e tempo de resposta de seu novo modelo compacto IQ, a equipe da fabricante japonesa chamou um tipo bem incomum de profissionais para trabalhar com seu piloto de testes Stef van Campenhoudt. Os tipógrafos Pierre & Damien e o desenvolvedor de software Zachary Lieberman. Já deu para imaginar o que vem por aí? Confira no vídeo abaixo.

Você pode baixar a fonte nesse link.

Vi no ADvertido

O crescimento da classe C no Brasil vira notícia na AdAge

terça-feira, 26 de maio de 2009

Não sei se os leitores do Mormasso tiveram a oportunidade de ler este artigo publicado na AdAge sobre o crescimento da classe C no Brasil e como as pesquisas de novos produtos relacionadas a essa classe tem atuado para tornar esse segmento atrativo para os grandes anunciantes.
Todo mundo sabe, pelo menos aqueles que trabalham, já trabalharam em agências ou convivem de perto com o mercado publicitário, que criar para classe C não é algo extremamente agradável. As idéias são diferentes, o approach também e infelizmente o público consumidor não é exatamente o mais letrado. Porém, é interessantíssimo quando se observa que esse forte crescimento (46% da população aproximadamente 86 milhões de pessoas) estimula a criação e desenvolvimento de produtos de qualidade voltados exclusivamente para essa faixa da população.

crescimento_classe_c
Um dado interessantíssimo que confirma essa afirmação é uma pesquisa encomendada pela Unilever a Latin Panel onde se constatou que 57% das maquinas de lavar no Brasil são “tanquinhos”. Ao observar isto e o crescimento das vendas desse tipo específico de lavadora semi-automática, a Unilever desenvolveu dois segmentos de seus produtos de limpeza Omo e Comfort focados exclusivamente para esse tipo de máquina. OMO Multiação Tanquinho e Comfort Concentrado Tanquinho dão acesso a produtos de uma marca premium e uma vez atingido esse nível de conforto, dificilmente o usuário volta a consumir um produto inferior.
Na verdade não sei muito bem quais os métodos de pesquisa utilizados para se detectar este crescimento, afinal estipular crescimento tendo como base o crescimento do consumo de marcas premium entre a massa não é o suficiente para saber se estamos bem o mal economicamente. Porém, recomendo a leitura de todo o artigo (em inglês). Tem um “Q” de jabá para essa nova empresa M&C Saatchi que desembarca no Brasil este mês, mas tras alguns dados bem interessantes e uma perspectiva de Brasil vinda do exterior bem diferente das tradicionais praias com macacos e cidades no meio da selva.

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Leia outros posts relacionados à Unilever e Classe C

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Publicidade e Social Media (blog Futuracom)]

Mix 09 | Desenhando a Experiencia do Usuário

segunda-feira, 23 de março de 2009

Se a gente não vai até o Mix09, o Mix09 vem até a gente. O vídeo abaixo é fresquinho, recem gravado no evento realizado pela Microsoft em Las Vegas para apresentação de seus novos produtos e novas funcionalidades para antigos produtos. Entre outros assuntos, o evento propos o debate através de palestras sobre os novos caminhos da internet, novas ferramentas e bla bla bla.

Dentre alguns videos das palestras, pesquei esses de Bill Buxton (Pesquisador Chefe da Microsoft) em que ele fala, entre outros assuntos, sobre desenhar e vender não o produto em si, mas sim a experiência que o produto proporciona. Qualquer publicitário sabe que isso não é absolutamente novo, mas aplicado ao contexto do design e a valorização do sketch antes mesmo da prototipação é algo bem interessante e que muita gente não costuma dar valor.

Alguns pontos interessantes (tradução livre).

  1. Historias são a melhor forma de marketing viral
  2. Em tempos de crise é bom lembrar que todas as companhias que investiram em design durante a grande depressão de 29 continuaram vivas.
  3. O importante não é vender o produto e sim a experiência que o mesmo proporciona.
  4. Devemos ter fluência em a desenhar experiencia do usuário (UX) da mesma forma que temos fluência em desenhar produtos.

Régua Heurística Dualibi Simonsen para Planners

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu sou um grande admirador de campanhas bem planejadas e acredito no quem tem-se dito sobre a “queda” da criação como estrela de grandes campanhas em detrimento do planejamento. Tenho batido na mesma tecla há algum tempo aqui no blog falando sobre contar boas histórias, engajamento e tudo mais. É complicado fazer, mas é sempre importante noticiar qualquer iniciativa que vai por este caminho, o da nova forma de comunicar e se fazer publicidade.
Dando uma passada pelo UoD vi esse post sobre a Régua Heurística Dualibi Simonsen do site criatividade e marketing cuja função é bem simples, mas extremamente importante: Ajudar a fazer as perguntas certas.
Enquanto trabalhava em agências offline sofria bastante com briefings incompletos, que ao invés de dar direcionamento, acabavam complicando o processo criativo. A régua heurística não é a solução definitiva dos problemas, mas como muitas as respostas para alguns problemas são apenas perguntas de “cabeça para baixo”, não custa nada começar fazendo as perguntas certas.

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Acesse aqui.

Convergência Midiática e Economia Afetiva ou O que Aprender com Henry Jenkins? Parte I

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Começa mais um BBB e como sempre a pauta dos assuntos nos corredores ou na hora do cafezinho em 90% das empresas é a mesma: “Viu o Big Brother ontem?”. Se o programa é bom ou ruim cada um tem sua opinião, mas a questão é por que faz tanto sucesso?
Há alguns dias, antes do programa estrear, ouvi uma entrevista do Pedro Bial sobre uma novidade desse ano na disputa. Uma casa de vidro que servirá de cativeiro para alguns participantes. Pedro Bial com toda a sua eloqüência e intelectualidade disse que um dos objetivos da casa de vidro era causar certo desconforto a quem passasse pelo local, uma espécie de experimento humano sobre voyeurismo. Usando a internet, telefone ou uma instalação multimídia no local cada um poderia votar no seu participante favorito elegendo qual deveria ir para a disputa na casa principal.

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Achei a idéia interessantíssima, pois se trata de mais um argumento que reforça a teoria do estudioso de mídia Henry Jenkins (falo mais sobre ele daqui a pouco) sobre uma participação assíncrona do público em detrimento do popular “ligue agora e participe”.
A Rede Globo está engatinhando quando o assunto é convergência midiática, mas está aprendendo a utilizar muito bem seus canais de comunicação para gerar experiências de entretenimento cada vez mais abrangentes em se tratando de pontos de contato. Vídeos na página do website e blogs dos participantes, canal de voz por telefone, charges de Maurício Ricardo, etc. são algumas das iniciativas (algumas questionáveis eu sei) tomadas na direção de manter o fã do reality cada vez mais conectado com o conteúdo mesmo quando o programa não está no ar. Soma-se a isso uma infinidade de conteúdo gerado gratuitamente tal qual informações pessoais sobre os participantes em Blogs, Comunidades criadas no Orkut, matérias em programas vespertinos, as já clássicas tirinhas BBBizarro do Kibe Loco, etc.

A todo esse movimento Henry Jenkins dá o nome de convergência midiática, muito bem explorada em seu livro Cultura da Convergência (recomendo!) que trata justamente sobre um novo modelo de entretenimento que não se prende aos limites da grade de programação. O conteúdo deve estar disponível em diferentes plataformas 24/7 para que possa ser consumido, explorado e compartilhado por inteiro gerando um novo modelo de negócios chamado de Economia Afetiva “uma (re) configuração da teoria do marketing que procura entender os fundamentos emocionais da tomada de decisão do consumidor como força motriz por trás das decisões de audiência e compra”. Em uma explicação bastante rasa, não se trata simplesmente de vender e sim de saber para quem se está vendendo para vender certo.

Daqui a pouco tem mais.

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Se você gostou deste post sobre Convergência Midiática, leia também:

Convergência midiática e Economia Afetiva ou O que Aprender com Henry Jenkins? Parte II

A publicidade tradicional continua passando batom no porco.

O ziriguidum da cultura de Mashup

Entrevista com Mauricio Mota. Chief Storytelling Officer

Onde está o dinheiro? No digital é claro!

Se não espalhar, está morto!


StoryPlanning | Planejadores e boas histórias fazem a diferença

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dando uma zapeada no site do GP encontrei esse slideshare com a apresentação do Tomazo da JWT no GP #08 falando um pouco sobre o processo de planejamento praticado atualmente na agência. Muito interessante, mais um exemplo de como um novo modelo de trabalho implementado por planejadores dentro das agências vem começando a revolucionar a forma como fazemos publicidade. É uma frase um tanto gasta para quem acompanha as grandes cabeças da publicidade do Brasil e do mundo, mas nunca é demais frisar que a publicidade há algum tempo deixou de ser campo das sacadinhas geniais e passou para o lado do entretenimento, das boas histórias.