Minha cabeça explodiu várias vezes enquanto assistia a palestra abaixo de Michael Wesch no Fórum de Democracia Pessoal sobre a Antropologia no Youtube. Por quê? Porque realmente cheguei a constatação de que a web 2.0 criou comunidades individuais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a maior parte das redes sociais são um espaço aberto para que você seja humano o suficiente para se abrir CONSIGO MESMO, não necessariamente com outros humanos.
Recomedadíssimo! Assista (Ingles com legendas)
Parece mais uma de minhas divagações malucas, mas o raciocinio é bem simples. Ao realizar um estudo com um grupo compostos por seus alunos da Kansas State University (EUA) e uma pesquisa com mais de 80 mil videos na internet, Michael chegou a esta equação.
Anonimato + Distância Geografia + Dialogo raro e efêmero = A liberdade de experimentar a humanidade sem medo ou ansiedade.
A experiência de postar um vídeo no YouTube torna-se muito mais social e antropológica que tecnológica. Um conteúdo denso, como um desabafo tende a se diluir no meio de um universo infindável de informação produzida por milhões de outras pessoas que possuem as mesmas angústias, alegrias e frustrações que você. Talvez esse anonimato, esse “sozinho no meio da multidão” versão 2.0 tenha nos tornado humanos de verdade (ou não) para nos abrir. Mas que experiência maluca é essa de se abrir para uma webcam? De conversar sozinho, de dialogar e refletir consigo mesmo em blogs, podcasts ou twitter.
O ser humano é um bixo problemático. E eu me incluo nessa.
Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.
É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.
Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.
Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.
Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.
Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?
Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.
Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?
O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.
Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?
Faz um bom tempo que não posto nada relacionado à estratégias publicitárias e coisas do tipo, álias o blog mudou o foco há um bom tempo. Porém sempre quando vejo alguma idéia legal e bem executada ainda pinta aquele velho sentimento de “putz! como é que eu não pensei nisso antes”. E esse foi um dos pensamentos que passaram pela minha cabeça quando vi essa ação da Bossa Nova Filmes.
No site bossa.in/love você pode enviar sua mensagem de amor natalino para o mundo. Através de um integração basica com o Facebook, em tempo real, sua mensagem com a indentificação de seu perfil é exibida em um painel eletrônico montado em frente à sede da produtora em SP. Simples, bonito e funcional.
Normalmente tenho um pouco de preguiça dessas games integrados com twitter ou facebook. São bacanas, bem produzidos, mas em geral são demorados e complexos. Na minha humilde opinião, quando se fala em projetos interativos digitais, a simplicidade deve ser o item número 1 no check list.
Estou bastante atrasado em relação ao festival de Cannes, mas acabei de ver esse video case fodástico da agência TBWA HUNTLASCARIS JOHANNESBURG na Africa do Sul para o jornal THE ZIMBABWEAN.
O videocase está em inglês, mas vou tentar resumir a história.
O Zimbabue está vivendo há muito tempo sobre o regime totalitário do ditador Mugabes. O governo censurou boa parte dos veículos de mídia do país e para detonar ainda mais com a liberdade de expressão, impôs taxas aos jornais que os tornaram inacessíveis à população de baixa renda.
O maior símbolo do caos social e econômico do governo ditatorial é a nota de 1 trilhão de dolares que circula no pais. A inflação é tão alta e a moeda tão desvalorizada que “todo esse dinheiro” é incapaz de comprar um pedaço de pão. E foi daí que surgiu a inspiração para o case que ganhou leão de ouro em Titanium em Cannes este ano.
A idéia foi utilizar a própria moeda como mídia para espalhar a mensagem contra o governo. Já que imprimir em moeda desvalorizada seria muito mais barato do que imprimir em papel de verdade. Genial! Confira abaixo essa verdadeira ação de guerrilha.
Atenção galera. Se você esta regularmente matriculado em alguma instituição de ensino superior de Santa Catarina, faz graduação em cursos de Comunicação Social - habilitação em Publicidade e Propaganda, Design e Webdesign e acha que tem boas idéias nessa cacholinha, chegou a sua vez de tirar a mascara e mostrar se é talentoso de verdade.
Do dia 1° a 12 de Outubro estarão abertas as inscrições de peças das áreas de Publicidade e Propaganda, Design e Webdesign no 15° Prêmio Talento Universitário Furb (Universidade de Blumenau). A premiação universitária, reconhecida nacionalmente como uma das mais importantes do Brasil, possui a coordenação dos alunos do oitavo semestre de Publicidade e Propaganda e da professora Magda Fiorese.
O nível da comissão julgadora é bastante alto e a novidade é que neste ano um dos jurados da categoria Webdesign será este que vos fala. Veja você! O que garante que o pessoal não está para brincadeira
Em seus 15 anos, a premiação já recebeu mais de 6 mil inscrições de alunos de todo o estado. Então se você acha que chegou a hora de mostrar sua cara no mercado, tire sua máscara e revele seu talento.
Para divulgar o trabalho do estudio de Audio Design Neurosonics Audiomedical a The Mill de Londres fez um trabalho espetacular com a participação do coletivo de DJs Scratch Perverts. Clique na imagem e veja no site dos caras.
Gostei muito desta versão atualizada do presentation de Marta Kagan da Brading Infiltration. Traz uma coletânea de uma série de dados relacionados a social media apresentados por institutos de pesquisa de todo o mundo. Uma boa parte deles, já havia comentado aqui desde o inicio do ano até agora, mas se você não teve paciencia de ler, o ppt abaixo pode ser uma boa alternativa.
Navegando por aí muitas vezes encontro alguns sites que vão muito além da concepção tradicional de site. São trabalhos que agregam ao ato de navegar uma experiência nova, de diversão. Esse é o caso do novo site desenvolvido para o lançamento Eos da Volkswagen aqui no Brasil.
Com criação da Almap (pra variar) o site é um advergame onde o seu objetivo é desviar dos pássaros que tentam atrapalhar a sua viagem. Na viagem você passa por belas paisagens do interior de São Paulo do do Rio de Janeiro.
A produção e pós produção do vídeo ficou a cargo da Spray Filmes enquanto o design e programação do site, nas mãos da Grafikonstruct.
Um trabalho de nível gringo que cumpre seu papel de entreter o usuário sem esconder ou expor demasiadamente o produto. vale o clique.
Lendo o título do post parece um grupo de ajuda na linha de Alcoolicos Anônimos não é? E é exatamente isso que se trata o vídeo abaixo, porém ele guarda algumas surpresas. Assita até o final.
Acho que mesmo que você não entenda bem o inglês deve ter percebido que o vídeo é um viral para a Serie W do Sony Vaio. Confesso que quando acabei de ver o vídeo bateu aquele sentimento “p*%$ que ducar$%# isso aqui”. Em determinado momento do vídeo, o monitor da reunião, Jerry, pede para um dos presentes parar de escrever na parede. A frase que Jerry diz “Stop writting on my wall” leva ao dominio www.StopWrittingonmyWall.com que é justamente o site da SMAA.
Dentro do site você pode encontrar os cinco passos para deixar o vicio além de vídeos que mostram confissões de alguns dos participantes do grupo. O interessante é que a única referência ao modelo de notebook da Sony é um banner do lado direito em todas as páginas.
Por enquanto não sei se isso vai se desenrolar ainda mais e apesar das buscas no São Google, não consegui encontrar a agência que criou. Alguém por aí ja sabe? Reponda nos comentarios
Láaa atrás, quando comecei o Mormasso, escrevi um post apresentando esse novo filme documentário que estava em fase final de produção que se tratava de criatividade e publicidade. Aparentemente o mesmo está sendo lançado. Abaixo o trailler.
O filme é dirigido por Doug Pray, um diretor de documentários especializado em subculturas como o Graffitti “Infamy” (2005), motoristas de caminhão “Big Rig” (2008) e até o hype do movimento Grunge de Seattle “Hype!” (1996). Bagagem cultural o cara tem.