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Informações genéticas podem mudar comportamentos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ok, esse post vai começar mais estranho que o normal. Vou começar com uma pergunta. Você deixaria a sua vida, sua saúde, seu bem estar nas mãos de uma máquina ou um sistema? Uma máquina que soubesse tudo sobre o seu DNA, ou sobre o seu genoma e que a partir desses dados indicasse o que é bom ou ruim para você.

É com certeza uma pergunta capciosa e que merece ser analisada com cuidado. Porém é interessante perceber o quanto a tecnologia e a informação tem (ou pelo menos parece estar) tomado conta de nossa vida, nos fazendo um híbrido entre homens e máquinas. Ganhando espaço onde nos sentimos mais seguros e “originais”, dentro de nós mesmos.

Comecei a viajar nesses pensamentos depois de ter assitido o vídeio abaixo.

Fui atrás do perfil desta senhora em questão (Esther Dyson) e descobri que ela é uma investidora do mundo 2.0 com capital investido em empresas como Flickr e Del.ici.ous (yahoo) entre várias outras digitais e não digitais. Seu ambiente de investimentos é tão amplo com contemplam desde estudos sobre o genoma humano até viagens espaciais.

Ok, até aí tudo bem, o mundo é movido pela curiosidade e o empreendedorismo certo? Sim, mas em determinado momento a senhora diz uma frase que prendeu minha atenção. Quando falava sobre as possibilidades e as benéfices de se ter informações tão pessoais (como o SEU genoma) abertas ao SEU conhecimento ela diz “The machine doesn’t control you, but it reminds you how to control yourself”. Um ponto um tanto “fora da curva”, não? Como assim a MÁQUINA, me AJUDA a ter auto controle? Sua justificativa principal para esta afirmação é de que quanto mais sabemos sobre nós mesmos e nossa saúde mais somos aptos a tomar melhores decisões sobre nosso bem estar.

Nesse ponto volto a questão no inicio do post. É realmente interessante deixar que uma máquina (ou uma rede, um sistema, seja la o que for) me diga o que é bom ou não para minha saúde? Indo mais adiante na questão temos mais coisas a temer. Onde estariam armazenadas estas informações? Quem tem acesso a elas?

Uma das empresas das quais Esther Dyson é investidora e faz parte do board executivo é a 23andMe. Uma empresa cujo o objetivo é fazer com que pessoas conheçam mais sobre sua vida, história e saúde através de uma análise de seu DNA. Funciona assim: Você compra um kit para um tipo de teste específico (conhecer sua arvore genealógica ou obter mais informações sobre seu DNA e explorá-lo da melhor forma). Eles te enviam o kit para coleta (sim, você cospe em um vidrinho), envia de volta para a empresa e algumas semanas depois, você loga em uma área especifica do site e obtem todas as informações sobre o seu DNA. Simples assim.

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Indo um pouco mais a fundo na história descobri que uma das fundadoras da 23andMe é Anne Wojcicki (esposa de Sergey Brin, um dos fundadores do Google). Hmmm, agora sim começa a fazer sentido essa história não?

O objetivo deste post não é formular teorias conspiratórias ou qualquer coisa do tipo, mas perceber que existe (mesmo que remota) a chance do Google obter informações sobre o seu DNA e saber o que é bom ou não para você já causa grandes arrepios. Esta é uma informação que ninguém mais além de você deve conhecer não? Talvez no máximo seu médico de confiança.

Para finalizar, coloco mais uma frase citada no começo do vídeo por Esther. “Quando as pessoas entendem como seu corpo funciona, e os impactos de seu comportamento, elas conseguem tomar melhores decisões sobre sua propria evolução sem serem FORÇADAS ou ILUDIDAS a fazerem isso”. Será? Errar não é mais humano?

Sobre mulheres em carreiras digitais, novas oportunidades em TI e uma internet cada vez mais “menininha”

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ainda não me expressei publicamente aqui no blog sobre isso, mas em breve serei pai de uma garotinha chamada Lunna. Como podem imaginar, os amigos sacanas já me encheram com um arsenal infindável de piadas sobre “garotinhos safados com hormônios saindo pelo ladr”ao” e o futuro de um “pai de garota adolescente”. Como acredito que uma das bases do carater da pessoa, se  dá pela educação que recebeu dos pais, meu alento vem do fato de que cultura não vai faltar a essa criança e, espero eu, conhecimento também não.

bebe

Essa introdução foi simplesmente para mostrar qual o motivo que me interessou a ler este artigo () publicado na Interactions Magazine tratando sobre como as carreiras nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática tenderão ao crescimento entre as mulheres nos próximos anos. Traduzi algumas partes do artigo nos próximos parágrafos, vale a pena dar uma boa olhada.

“Como uma garota pode crescer e se tornar uma técnica, engenheira ou cientista? Prover às garotas conhecimento e incentivo para galgar altos cargos em ciencia e tecnologia é uma grande responsabilidade de educadores e empregadores. Como professores, expecialistas em recursos humanos, governo, universidades e organizações femininas podem contribuir para aumentar a quantidade de opções nessas cadeiras para mulheres?” - Women in Science and Technology”, um artigo no MIT Workshop de maio de 1973.

Recentemente começamos a perceber que as mulheres estão dominando o universo em expansão da criação e produção de conteúdos culturais. Estatísticas impressionantes surgem mostrando que a participação de mulheres em veículos de social media como blogs, microblogs, video sharing e outras redes sociais crescem e a passos largos.
Uma recente pesquisa realizada pela Q Interactive em agosto de 2009 mostra que de um grupo de 1000 mulheres, 45% gasta menos tempo assistindo TV e mais tempo em sites de redes sociais. A pesquisa também mostra que 75% dessas mulheres são mais ativas em midias sociais do que elas eram um ano antes.

Estatísticas da Pew Internet & American Life mostram que “comunicações”, em todos os aspectos, é de dominio das garotas, desde comunicações “ao vivo” a celulares e programas de IM. Garotas também estão ocupando o espaço dos homens nas redações dos jornais (49% a 20%) movidas pelo desejo de comunicar. Garotas pensam em midias sociais simplesmente como uma nova forma de gerar e transmitir conteúdo.
No âmbito das midias sociais, garotas dominaram a blogosfera teen e as redes sociais - 66% das garotas tem SNS (social networking service) profile comparado com apenas 50% dos garotos. 34% das garotas (contra 20% dos garotos) mantém algum tipo de jornal ou blog. O dominio de garotas nas midias socias é representativo em todas as idades.

O Pew Study também informa que adolescentes em transição para fase adulta ainda sim continuam mais propensas a blogar e produzir conteúdo quando comparadas a garotos mais velhos (38% das garotas entre 12-14 blogam versus 18% dos garotos 15-17).

Altamente especialistas na arte de criar estórias e expandir conexões sociais, garotas adolescentes abraçaram a internet e transferiram estas habilidades para as midias sociais ao mesmo tempo em que a própria tecnologia passa por mudanças radicais, provendo oportunidades de alto expressão a perder de vista. Neste novo modelo de aprendizagem, a excitante convergência da web social com o modelo de desenvolvimento open source habilita uma geração inteira - GenY - de garotas ajudando garotas a transitarem da criação de conteúdo à programação e codificação. [falo um pouco sobre o meu pensamento particular no fim do texto.]

Um grande exemplo disto é o Alice Project (Alice.org) da Carnegie Mellon University com apoio da AE Games. Alice é um ambiente de programação orienteado a objeto, educacional, open-source que ensina jovens crianças e adolescentes a criar animações e contar estórias. Por exemplo, o conto infantil Alice foi criado com foco específico em crianças em idade escolar, garotas em especial, motivando-as a aprender programação através de pequenos filmes em animação 3D.

aliceorg

O momento de entrar no mundo da programação somente ganhará força para garotas e jovens mulheres a medida que elas crescem e transcendem a barreira do storytelling. A medida em que elas aumentam seu contato com a tecnologia guiadas pelo desejo por games, celulares e computadores, ou conexões em redes sociais cresce também o poder de ver e entender a tecnologia como uma ferramenta de mudanças.

A pervasividade da tecnologia em vários aspectos de nossas vidas e sociedade, obviamente é muito diferente do que era em 1973. Uma importante mudança ocorreu no cenário de lá para cá. Isso é o que Sue Rosser, em Female Friendly Science, chama de Contexto Social. Rosser clama em seu extudo por uma contextualização da tecnologia com propósitos mais nobres, como o da consciência social unindo homens e mulheres dos campos da ciência e tecnologia.
anika
Anika Ayyar, é uma adolescente da Harker School em San Jose, California que mostra o exemplo desta tecnologia “socialmente consciente, feminina e humana” Ayyar é a fundadora da Skipa-Birthay.com. Uma rede que convida tweens e adolescentes (10-18 anos) cujos aniversários caem em uma mesma data a abrirem mãp de suas festas individuais de aniversário, em detrimento de uma única festa para todos os aniversariantes em questão afim de arrecar fundos para organizações sociais de amparo.

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O texto continua fazendo a relação entre o poder feminino de comunicar e se relacionar com as possibilidades no mundo da tecnologia e dos números para quem realmente quer “fazer alguma coisa”.

Em alguns pontos eu discordo, principalmente quando o texto diz que é preciso ultrapassar a barreira do lúdico (como da socialização e da produção de conteúdo digital) em direção a programação e a “codificação” para entender as possibilidades da vida digital. Essa postura meio “separando meninos de homens” ou “meninas de mulheres” quando falamos da transição entre conteúdo e programação me incomoda, haja visto que nunca foi tão necessário entender de sociedade e antropologia para desenvolvedores como agora. O inverso também serve para designers e criadores. De nada vale saber contar bem uma história e criar experiências facinantes se o profissional não entende da execução.

Porém o que me fascinou realmente no texto foi a transposição do comportamento tipicamente feminino para ambientes sociais digitais, algo que já havia percebido, mas nunca dado valor. Esse é o mundo onde minha filha vai nascer, uma sociedade onde homens e mulheres são cada vez mais iguais tanto socialmente quanto digitalmente. Ou não.

TedxSP. Visualização de Dados, obesidade de informação e questionamentos digitais para 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bem bacana essa apresentação de Fernanda Viegas, pesquisadora da IBM, na primeira edição do Ted em território nacional. Apesar do tom jabazeiro da palestra, todo o conteúdo apresentado é bastante interessante e vale a conferida.

TEDxSP 2009 - Fernanda Viegas from TEDxSP on Vimeo.

Ainda não havia explorado o Many Eyes profundamente, e fiquei bastante impressionado. Para quem gosta de justificar ações de Marketing com base em tendências e dados concretos com certeza é uma boa pedida.

Porém, tudo isso faz pensar na quantidade de dados a qual somos expostos todos os dias e, naturalmente, gera alguns questionamentos: Toda essa informação é realmente necessária? Como é citado na propria fonte de onde tirei esse video, o site da colmeia,  vivemos uma sociedade onde todos nós sofremos uma boa parte sofre de “obesidade de informação”?

Um outro tipo de questionamento (acredito que mais antropológico, porém causado pelo excesso de informação e a mediação das novas midias e tecnologias) diz respeito a privacidade. A quantidade de dados e informações que enviamos todos os dias pela internet sobre nossos hábitos de consumo, amizades, costumes e pensamentos deixa sistemas como o Many Eyes (sem citar o pai de todas as “maquinas malignas”, o Google) cada vez mais inteligentes.

Quem utiliza ou utilizará essas informações? A quem interessa saber se eu gosto mais de camping ou praia, de cultura japonesa ou nórdica além de mim e meus amigos? A resposta é simples, corporações.

Abrir mão de nossa privacidade ao compartilhar determinados tipos de dados, em troca de “presentinhos” nem de longe parece um bom negócio, no entanto eu pratico, você pratica e todos os usuários de internet e sistemas inteligentes do mundo praticam. Este blog, o Mormasso, oferece publicidade de produtos e serviços relacionados com o conteúdo do post, que de alguma forma pode ter relação com o público que o visita. Publicidade direcionada ou invasão de privacidade?

EU mesmo questiono O MEU SISTEMA e acredito que você também deve fazê-lo. Não é porque vivemos a internet e suas maravilhas que devemos acatá-la cegamente não é?

Pelo visto iniciei 2010 muito mais ser humano que o normal. Deve ser a idade chegando…

Sondas Culturais como método de pesquisa em comunidades carentes

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

E olha eu de novo com um post sobre sondas culturais. Este aqui é um trecho de uma apresentação de Andrea Judice no 4° Congresso de Design da Informação no Rio de Janeiro que o Fred participou na semana passada.

A idéia foi utilizar as ondas ou (Cultural Probes) como método de pesquisa para investigar como era o dia-a-dia de uma comunidade pobre, visando propor idéias e soluções inovadoras para a população.

Como comprovado por nós em nossos depoimentos e demonstrado no vídeo, métodos de pesquisa não convencional são uma excelente opção para motivar pessoas a participar de pesquisas. Por sua característica lúdica, quando bem direcionado, um método desses é muito mais prazeroso que os tradicionais formulários.

Projeto Alfabetização Digital. Resultados das Sondas Culturais

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Como parte do andamento do projeto Alfabetização Digital no Faber Ludens exponho abaixo algumas conclusões obtidas após o envio das sondas culturais para professores e crianças. Todas as informações abaixo foram obtidas através da aplicação das sondas na rotina diária de uma escola vinculada uma instituição beneficente da cidade de Uberaba MG. Por motivos de força maior infelizmente o nome da instituição não pode ser divulgado.

Houveram alguns poucos esclarecimentos quanto à condução do método de pesquisa, apenas explanações em torno da forma como cada item do kit deveria ser aplicado. Assim sendo a atividade poderia ser proposta dentro do contexto de sala de aula (exceto nos casos onde o experimento foi feito em casa pelas crianças) de forma controlada pelo professor.

Kit de sondas enviada para uma das crianças.

O experimento foi realizado com uma garota entre 9 a 12 anos.

  • Cuca fresca

A criança deveria escrever em post its coisas que gostaria que seus pais ou professor aprendessem e colocassem em prática. Após escrever deveria colocar essas informações em uma cabeça de boneca. O mesmo processo foi executado com os pais e professores da criança. Alguns resultados abaixo.

Criança
Frases como “Eu gostaria de aprender sobre sexualidade”, “Inglês” e “Eu gostaria de saber mais sobre ciências (Experiências)”, “Mais carinho” e “Beijos” foram encontradas dentro do Cuca Fresca de posse desta criança.

Pais
Apenas uma anotação “Eu espero da **** uma menina estudiosa e “trabalhadeira“”

  • Nhan Nhoc

Alguns dos itens citados para o saquinho Hmmm:
Beterraba, banana, salsicha, uva e macarronada.

Para o saquinho Ékati
Laranja, lingüiça, morango, limonada e amendoim

  • Congelador de emoções

A criança apontou cinco cores relacionadas com o seguintes sentimentos.

Segunda Feira - Amarelo: “O dia de sol me fez ficar alegre”
Terça Feira - Vermelho: “Amor. Hoje brinquei com o ***** e foi bem legal”
Quarta Feira - Branco: “Cansaço. Ela é sem cor e me lembra cansaço”
Quinta Feira - Rosa: “”
Sexta Feira - Laranja “Feliz por que fui pra casa e ia brincar com o ***** de novo”.

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Sonda enviada ao Professor.

Duas professoras entre 22 e 25 anos executaram as sondas com turmas distintas. A faixa etária das crianças também varia entre 9 e 12 anos.

  • Cuca fresca

O professor optou por executar o exercício com toda a classe e pediu para que cada criança escrevesse no papel o que espera do professor e da instituição, enquanto executava a mesma.

Nota. Os alunos haviam feito um passeio recente a um clube da cidade.

O professor escreveu.

“Mais companheirismo”, “Mais Participação”, “Acabar com as brigas”, “Saber a hora de ouvir e a hora de falar”, “Menos preconceito”, “Mais respeito com as outras pessoas”.

Os alunos escreveram.

Eu queria que na ***** tivesse informática”, “Eu queria ir no clube todos os dias” foram as mais citadas.

  • Baú das coisas legais.

Esta atividade foi executada em sala de aula com todos os alunos. A idéia proposta pelo professor foge um pouco da proposta inicial, porém o resultado foi dentro do esperado.
O professor sugeriu que os alunos fizessem desenhos ou escrevem frases que gostariam que fizessem parte do baú. Ao fim do processo todos juntos o “personalizaram”

  • Embrulha sapo

Neste experimento o professor deveria escrever em papéis recortados em formato de sapos, o que gostariam de dizer para seus alunos em momentos de perda de controle e raiva, mas que não poderiam falar devido à sua função e ao local. Alguns das frases recolhidas foram:

“Que raiva!!”, “Tenho que ponderar tudo o que falo, pois sou a referência dos meus alunos”, “As vezes tenho pena, mas faz parte da educação”, “Educar é uma questão de paciência e paciência é um exercício diário”

  • Controle Sem Volta

O controle sem volta propõem uma representação por meio da metáfora de um controle remoto, de ações que poderiam ser executadas automaticamente dentro de sala de aula. Sempre que sentisse necessidade de executar alguma ação específica sobre a turma ou determinado aluno, o professor deveria procurar na sonda a ação mais representativa. Dentre as mais utilizadas pelo professor estão:

“Ligar aluno”, “Advertir 1ª vez”, “Elogiar 1º vez e Elogiar 2ª vez”, “Diminuir volume do aluno e da turma”, “Mais sintonia” e “Menu”

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De modo geral tanto alunos quanto professores adoraram a experiência. Os alunos pelo fato de poder interagir com seus amigos e o proprio professor expondo seus desejos e os professores pelo fato de aplicar um método não ortodóxico em sala de aula.

Nota-se que, pelo fato dos alunos pertencerem a uma instituição que lida com crianças com uma série de problemas familiares e/ou sociais, a busca pelo conhecimento, lazer e carinho tornam-se constantes em seus depoimentos. Ao passo que professores visam um controle maior sobre essas crianças.

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Outros post relacionados à este.

Metáforas e signos digitais auxiliando na alfabetização

Ted | Blocos inteligentes de David Merril

HI | A real human interface

Qual é a sua grande idéia para que o mundo evolua?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Essa é a pergunta lançada pela Good Magazine, uma publicação online no estilo crowdsourcing cujo objetivo é disseminar novas práticas de conviver em harmonia com si próprio e o mundo que te cerca. Não conhecia e achei bem bacana.

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A revista Good em parceria com o site Babelgum está convocando qualquer um que tenha uma boa idéia para mover a humanidade a frente, que a exponha através de envio de um video explicativo, ou um twitt ou mensagem diretamente no site. Desta forma, as idéias mais interessantes serão animadas e expostas no site Babelgum. Abaixo um video explicativo.

O objetivo dos caras não é muito prático, mas achei bem bacana a iniciativa. Um brainstorm que pode propor soluções interssantes para o nosso complicado dia-a-dia. Tem uma idéia boa? Então mande, vai que alguém topa produzir!

Toyota Prius. A diferença entre falar e fazer alguma coisa sobre o meio ambiente

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Na minha visão pessoal, ter um carro está muito mais ligado ao status e a pressão social do que exatamente a uma necessidade. Moro a poucas quadras do trabalho, prefiro viajar de onibus ou avião pela comodidade e tranquilidade e tudo isso somado ao fato de que o carro é um gerador de despesas e não de renda me faz optar por não ter um automóvel. Porém por cobranças internas e uma série de outros problemas enfrentados nessa vida de “desmotorizado” inúmeras vezes me pego desejando possuir um automóvel.
Pois bem se tivesse a possibilidade de comprar um hoje, escolheria esse novo modelo da Toyota, o Prius. Não pelo seu design (que é bem legal alias), ou potência do motor mas pela sua incrivel capacidade de ser um veículo verde.
Há um bom tempo a montadora japonesa vem se posicionando como uma empresa “verde” tendo seus modelos Toyota Lexington e Prius como carros chefes desse posicionamento. Mas essa nova versão do Prius que carrega o slogan “Harmony between man, nature and machine” trata esse posicionamento de forma prática através utilizando em seu motor uma composição hibrida de motores elétricos, painéis solares e gasolina. o sonho de “ecochatos” ou “biodesagradáveis” como eu. Clique na imagem para acessar o site.

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Porém todo esse papo até agora não foi somente para divulgar o novo modelo do Toyota Prius e sim falar de uma ação extremamente simpática e com um objetivo bastante prático da marca.

Demonstrando todo esse espírito verde e a harmonia entre homem, natureza e máquina proposta no slogan do Prius, a Toyota vai fornecer Wi-Fi grátis nas cidades de New York, Chicago, Seattle, San Francisco e Los Angeles através de estações móveis no formato de flores gigantes. Nessas estações os usuários poderão conectar seus notebooks e obter eletricidade através de painéis solares e navegar na rede Wi-Fi gratuitamente.

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Novamente a teoria de Cris Anderson sobre dar algo de graça para obter lucro soa verdadeira. E nada melhor do que fazer isso de forma socialmente responsável.

Experience Prototyping nas calçadas de Londrina

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Olha só que exemplo interessante de experience prototyping que foi ao ar em uma edição do Bom Dia Brasil do mês de Julho. Não sei se usada dessa forma, com intensão de vivenciar a experiência de um cego ou um cadeirante visto que essas pessoas desenvolvem habilidades que não temos conhecimento, é a melhor utilidade. Mas com certeza da experiência serão retirados grandes insights para o objetivo em questão.

Sobre Project Natal, simulações e Baudrillard

sábado, 6 de junho de 2009

Ok, ok… eu sei que a maioria já deve ter visto esse post sobre o Project Natal da Microsoft, em outros blogs e sites relacionados. O aposento dos controles através do reconhecimentos dos gestos e escaneamento de objetos afim de serem utilizados no game com certeza é uma quebra de barreiras e o futuro dos consoles de video game.
Com certeza a computação pervasiva chegou ao mundo dos games e nada melhor do que a utilização de gestos intuitivos em um game para torná-lo uma experiência “praticamente real” de interação.

O “praticamente real” é justamente o meu ponto com esse post. O teórico Edmont Coucht (professor emérito da Univeridade de Paris) diz que “Entre a teimosia do real e a era das simulações, o artista contemporâneo, especialmente aquele que lida com as tecnologias digitais, arrisca-se a perder-se nas teias do seu próprio imaginário.” Em alusão ao famoso livro de Baurdrillard (Simulacro e simulações) que já citei outras vezes aqui no Mormasso ele faz a distinssão entre Simulacro e Simulação onde:

Simulacro: Visa enganar, fazer com que o falso passe por verdadeiro.

Simulação: Em seu princípio essencial, não busca nem o verdadeiro nem o falso: ela estabelece modelos que são capazes de reproduzir virtualmente o real e de dar conta de seu funcionamento, mas sem explicá-lo. A simulação simula, mas não explica. Embora o modelo digital da representação esteja cada vez mais onipresente, nós não vivemos mais na era dos simulacros, mas sim na era da simulação.

Por outro lado, isso não nos impede de fazer novos questionamentos, pois, no caso do simulacro, sabíamos que era possível tomar o falso por verdadeiro, o que nos permitia encontrar este último. Já a simulação, que não se pretende nem verdadeira nem falsa, deixa-nos num estado de incerteza desconcertante.


Não vou nem tentar explicar Baudrillard e seus textos, porém é importante pontuar que no livro “Symbolic Exchange and Death” Jean Baudrillard argumenta que as sociedades ocidentais foram submetidas a uma “precessão dos simulacros”, onde temos o original e as três ordens de simulacros:

A imitação: Dominante no período Renascentista. O espelho original

A cópia mecânica: Período da revolução industrial, o fim do espelho original. A cópia perfeita porém simplificada e a produção em massa que molda o objeto e o homem às limitações da máquina.

A simulação: interagimos com representações símbolos, imagens e ícones, achando ser a realidade, o original. Somos estimulados por perguntas que induzem respostas e não existe o questionamento sobre realidade. Pois a simulação passa a flutuar entre realidade e não-realidade.

O Project Natal e o Milo do vídeo acima são a prova clara de que vivemos em uma simulação constante. Simulamos gestos, experiências, sentimentos e emoções com uma máquina que induz a um comportamento pré estabelecido. Somos nós que interagimos com a máquina ou a máquina que interage conosco? Como teremos certeza que nosso comportamento é “original” quando lidamos com esse tipo de experiência simulada?
Como publicitário vivo em num paradoxo entre a criação de experiências (simulacro) e a experiência em si (mundo real ou a simulação deste, não importa). Porém na publicidade isto já foi testado e retestado tantas vezes que é praticamente inexistente a possibilidade de uma alienação. Todo mundo sabe que não é porque tomo uma marca X de cerveja que vou passar “pegar” mais mulheres. O consumidor aprendeu (a duras penas) a separar o simulacro da simulação no mundo da publicidade. Talvez pelo histórico papel passivo (observador) na experiencia.
Mas e quando a simulação passa a ser tão real quanto a realidade? O Project Natal é muito mais denso do que parece. Pode ser encarado com um retrato fiel da sociedade onde o ser humano não quer mais viver a experiência da frustração.
Impressionante? Sim. Maravilhoso? Sim. Alienante? Sim. Portanto, questione.

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Outros posts relacionados a Baudrillard, Computação Pervasiva e Design de Interação abaixo:

Existe vida além dos 140 caracteres? Pode apostar!

Jovem demais para twittar?

Critica à Computação Pervasiva

HI | A real human interface

EON Reality | Ambiente 3D Imersivo

Greenpeace | Black Pixel Project

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mais uma vez a Almap BBDO mostra porque é considerada referência mundial em criatividade.

Desta vez a agência mostra como é simples ajudar a economizar energia no mundo, sem esforço nenhum e ainda por cima disseminando a cultura do Greepeace. Se trata do Black Pixel Project.

blackpixel_almap

A mecânica é muito simples. Basta acessar o site do projeto aqui e  baixar para sua máquina (PC ou Mac) um aplicativo que instalará um quadrado preto (é um pouco maior que um pixel, mas who cares?) em algum ponto de seu monitor. Este black pixel pode ser arrastado para qualquer parte de sua tela e através dele é possível saber quanto de energia aquele quadrado preto economizou até então. Simples, prático, ecologicamente correto e muito bacana.

O site possui uma estética que remete ao inicio da era dos PC com pixels piscando pela tela, estilo Windows 3.11 e sons característicos de programas como o DOS. Mais um motivo para entender porque a Almap foi linkada pelo blog do TED como uma das empresas top criadoras de experiência interativa.

Abaixo o vídeo da ação.

Via