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Ergonomia para Humanos e Designers de Interação

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

De algum tempo para cá muitos dos leitores, acredito que a maioria, notou que o foco de dicussão do Mormasso mudou radicalmente. Isso se deve ao fato de que, eu naturalmente, também mudei meu foco de trabalho e interesse. A cada dia que passa me torno muito mais “humano” e isso implica uma série de nova resoluções, preocupações e questionamentos que vão além do mundo mágico da publicidade e das ações de marketing.

Quando digo que estou ficando cada dia mais “humano” tendo sintetizar (não sei se consegui em um primeiro momento) que o foco deste blog mudou. O que interessa a partir de agora são as relações humano-humano e humano-computador. Ainda vou continuar postando ações interessantes em design, publicidade, e marketing, porém o que quero salientar a partir de agora é o papel do ser humano nisso tudo, como ele interage com essas ações e como tentar minimizar ao maximo suas frustrações no meio disso tudo.

E uma boa maneira de criar uma interação humano-computador satisfatória, é dando a enfase no primeiro elemento desta relação. Isso implica em projetar e arquitetar para pessoas, utilizar linguagem e mensagem que as mesmas compreendam em um ambiente que seja acessível as mesmas. E uma etapa crucial desta relação é a ergonomia.

Mas antes de corrigir sua postura ou ajustar sua cadeira na posição ideal ao monitor, devo dizer que não é exatamente DESTA ergonomia que se trata. A medida que as interfaces se tornam cada vez mais tangíveis, a interação com o usuário torna-se mais fisicamente diversa e complexa. Entender e aplicar conceitos antropométricos, cinéticos e de física ergonônica é essencial para design e usabilidade efetivas.

Neste post, fiz o upload de uma apresentação de Dan Saffer onde ele basicamente citava uma série de cuidados ergonômicos aos quais devemos nos ater ao projetar interfaces gestuais interativas. A palestra abaixo é de Rob Tannen e trata do mesmo assunto, porém com um foco um pouco mais abrangente.

O assunto não é dos mais excitantes, mas é altamente recomendável para quem, assim como eu, busca projetar experiências com foco no usuário, ou se preferir, com foco em humanos.

Em seu site Rob criou uma série de posts sobre o assunto iniciando neste. Leitura obrigatória.

Sobre mulheres em carreiras digitais, novas oportunidades em TI e uma internet cada vez mais “menininha”

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ainda não me expressei publicamente aqui no blog sobre isso, mas em breve serei pai de uma garotinha chamada Lunna. Como podem imaginar, os amigos sacanas já me encheram com um arsenal infindável de piadas sobre “garotinhos safados com hormônios saindo pelo ladr”ao” e o futuro de um “pai de garota adolescente”. Como acredito que uma das bases do carater da pessoa, se  dá pela educação que recebeu dos pais, meu alento vem do fato de que cultura não vai faltar a essa criança e, espero eu, conhecimento também não.

bebe

Essa introdução foi simplesmente para mostrar qual o motivo que me interessou a ler este artigo () publicado na Interactions Magazine tratando sobre como as carreiras nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática tenderão ao crescimento entre as mulheres nos próximos anos. Traduzi algumas partes do artigo nos próximos parágrafos, vale a pena dar uma boa olhada.

“Como uma garota pode crescer e se tornar uma técnica, engenheira ou cientista? Prover às garotas conhecimento e incentivo para galgar altos cargos em ciencia e tecnologia é uma grande responsabilidade de educadores e empregadores. Como professores, expecialistas em recursos humanos, governo, universidades e organizações femininas podem contribuir para aumentar a quantidade de opções nessas cadeiras para mulheres?” - Women in Science and Technology”, um artigo no MIT Workshop de maio de 1973.

Recentemente começamos a perceber que as mulheres estão dominando o universo em expansão da criação e produção de conteúdos culturais. Estatísticas impressionantes surgem mostrando que a participação de mulheres em veículos de social media como blogs, microblogs, video sharing e outras redes sociais crescem e a passos largos.
Uma recente pesquisa realizada pela Q Interactive em agosto de 2009 mostra que de um grupo de 1000 mulheres, 45% gasta menos tempo assistindo TV e mais tempo em sites de redes sociais. A pesquisa também mostra que 75% dessas mulheres são mais ativas em midias sociais do que elas eram um ano antes.

Estatísticas da Pew Internet & American Life mostram que “comunicações”, em todos os aspectos, é de dominio das garotas, desde comunicações “ao vivo” a celulares e programas de IM. Garotas também estão ocupando o espaço dos homens nas redações dos jornais (49% a 20%) movidas pelo desejo de comunicar. Garotas pensam em midias sociais simplesmente como uma nova forma de gerar e transmitir conteúdo.
No âmbito das midias sociais, garotas dominaram a blogosfera teen e as redes sociais - 66% das garotas tem SNS (social networking service) profile comparado com apenas 50% dos garotos. 34% das garotas (contra 20% dos garotos) mantém algum tipo de jornal ou blog. O dominio de garotas nas midias socias é representativo em todas as idades.

O Pew Study também informa que adolescentes em transição para fase adulta ainda sim continuam mais propensas a blogar e produzir conteúdo quando comparadas a garotos mais velhos (38% das garotas entre 12-14 blogam versus 18% dos garotos 15-17).

Altamente especialistas na arte de criar estórias e expandir conexões sociais, garotas adolescentes abraçaram a internet e transferiram estas habilidades para as midias sociais ao mesmo tempo em que a própria tecnologia passa por mudanças radicais, provendo oportunidades de alto expressão a perder de vista. Neste novo modelo de aprendizagem, a excitante convergência da web social com o modelo de desenvolvimento open source habilita uma geração inteira - GenY - de garotas ajudando garotas a transitarem da criação de conteúdo à programação e codificação. [falo um pouco sobre o meu pensamento particular no fim do texto.]

Um grande exemplo disto é o Alice Project (Alice.org) da Carnegie Mellon University com apoio da AE Games. Alice é um ambiente de programação orienteado a objeto, educacional, open-source que ensina jovens crianças e adolescentes a criar animações e contar estórias. Por exemplo, o conto infantil Alice foi criado com foco específico em crianças em idade escolar, garotas em especial, motivando-as a aprender programação através de pequenos filmes em animação 3D.

aliceorg

O momento de entrar no mundo da programação somente ganhará força para garotas e jovens mulheres a medida que elas crescem e transcendem a barreira do storytelling. A medida em que elas aumentam seu contato com a tecnologia guiadas pelo desejo por games, celulares e computadores, ou conexões em redes sociais cresce também o poder de ver e entender a tecnologia como uma ferramenta de mudanças.

A pervasividade da tecnologia em vários aspectos de nossas vidas e sociedade, obviamente é muito diferente do que era em 1973. Uma importante mudança ocorreu no cenário de lá para cá. Isso é o que Sue Rosser, em Female Friendly Science, chama de Contexto Social. Rosser clama em seu extudo por uma contextualização da tecnologia com propósitos mais nobres, como o da consciência social unindo homens e mulheres dos campos da ciência e tecnologia.
anika
Anika Ayyar, é uma adolescente da Harker School em San Jose, California que mostra o exemplo desta tecnologia “socialmente consciente, feminina e humana” Ayyar é a fundadora da Skipa-Birthay.com. Uma rede que convida tweens e adolescentes (10-18 anos) cujos aniversários caem em uma mesma data a abrirem mãp de suas festas individuais de aniversário, em detrimento de uma única festa para todos os aniversariantes em questão afim de arrecar fundos para organizações sociais de amparo.

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O texto continua fazendo a relação entre o poder feminino de comunicar e se relacionar com as possibilidades no mundo da tecnologia e dos números para quem realmente quer “fazer alguma coisa”.

Em alguns pontos eu discordo, principalmente quando o texto diz que é preciso ultrapassar a barreira do lúdico (como da socialização e da produção de conteúdo digital) em direção a programação e a “codificação” para entender as possibilidades da vida digital. Essa postura meio “separando meninos de homens” ou “meninas de mulheres” quando falamos da transição entre conteúdo e programação me incomoda, haja visto que nunca foi tão necessário entender de sociedade e antropologia para desenvolvedores como agora. O inverso também serve para designers e criadores. De nada vale saber contar bem uma história e criar experiências facinantes se o profissional não entende da execução.

Porém o que me fascinou realmente no texto foi a transposição do comportamento tipicamente feminino para ambientes sociais digitais, algo que já havia percebido, mas nunca dado valor. Esse é o mundo onde minha filha vai nascer, uma sociedade onde homens e mulheres são cada vez mais iguais tanto socialmente quanto digitalmente. Ou não.

TedxSP. Visualização de Dados, obesidade de informação e questionamentos digitais para 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bem bacana essa apresentação de Fernanda Viegas, pesquisadora da IBM, na primeira edição do Ted em território nacional. Apesar do tom jabazeiro da palestra, todo o conteúdo apresentado é bastante interessante e vale a conferida.

TEDxSP 2009 - Fernanda Viegas from TEDxSP on Vimeo.

Ainda não havia explorado o Many Eyes profundamente, e fiquei bastante impressionado. Para quem gosta de justificar ações de Marketing com base em tendências e dados concretos com certeza é uma boa pedida.

Porém, tudo isso faz pensar na quantidade de dados a qual somos expostos todos os dias e, naturalmente, gera alguns questionamentos: Toda essa informação é realmente necessária? Como é citado na propria fonte de onde tirei esse video, o site da colmeia,  vivemos uma sociedade onde todos nós sofremos uma boa parte sofre de “obesidade de informação”?

Um outro tipo de questionamento (acredito que mais antropológico, porém causado pelo excesso de informação e a mediação das novas midias e tecnologias) diz respeito a privacidade. A quantidade de dados e informações que enviamos todos os dias pela internet sobre nossos hábitos de consumo, amizades, costumes e pensamentos deixa sistemas como o Many Eyes (sem citar o pai de todas as “maquinas malignas”, o Google) cada vez mais inteligentes.

Quem utiliza ou utilizará essas informações? A quem interessa saber se eu gosto mais de camping ou praia, de cultura japonesa ou nórdica além de mim e meus amigos? A resposta é simples, corporações.

Abrir mão de nossa privacidade ao compartilhar determinados tipos de dados, em troca de “presentinhos” nem de longe parece um bom negócio, no entanto eu pratico, você pratica e todos os usuários de internet e sistemas inteligentes do mundo praticam. Este blog, o Mormasso, oferece publicidade de produtos e serviços relacionados com o conteúdo do post, que de alguma forma pode ter relação com o público que o visita. Publicidade direcionada ou invasão de privacidade?

EU mesmo questiono O MEU SISTEMA e acredito que você também deve fazê-lo. Não é porque vivemos a internet e suas maravilhas que devemos acatá-la cegamente não é?

Pelo visto iniciei 2010 muito mais ser humano que o normal. Deve ser a idade chegando…

Projeções interativas e integração com midias sociais

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Faz um bom tempo que não posto nada relacionado à estratégias publicitárias e coisas do tipo, álias o blog mudou o foco há um bom tempo. Porém sempre quando vejo alguma idéia legal e bem executada ainda pinta aquele velho sentimento de “putz! como é que eu não pensei nisso antes”. E esse foi um dos pensamentos que passaram pela minha cabeça quando vi essa ação da Bossa Nova Filmes.

No site bossa.in/love você pode enviar sua mensagem de amor natalino para o mundo. Através de um integração basica com o Facebook, em tempo real, sua mensagem com a indentificação de seu perfil é exibida em um painel eletrônico montado em frente à sede da produtora em SP. Simples, bonito e funcional.

send_your_love

Normalmente tenho um pouco de preguiça dessas games integrados com twitter ou facebook. São bacanas, bem produzidos, mas em geral são demorados e complexos. Na minha humilde opinião, quando se fala em projetos interativos digitais, a simplicidade deve ser o item número 1 no check list.

Toque é o novo clique

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Esse é o título desta palestra (Taps is the New Click) de Dan Saffer, autor do livro Designing for Interaction: Creating Smart Applications and Clever Devices, referência na área de design de interação e experiência interativas. Dan também faz parte do emeritus board da Adaptive Path, uma empresa especializada em Experience Design, UX e Design de interação. Ou seja, ele sabe o que está falando.

Nessa palestra ele mostra de forma prática quais são so cuidados que se deve tomar ao projetar artefatos interativos que tenham como base da interação, o toque e reconhecimento gestual. Um apanhado de todo o conteúdo que vem estudando e colocando em prática desde 2006 quando surgiram os primeiros surfaces e iphones. Uma verdadeira aula de ergonomia, vale muito a pena

NYC IxDA - Tap is the New Click - Dan Saffer from Interaction Design Association on Vimeo.

O encontro de dois (ou vários) mundos

domingo, 15 de novembro de 2009

O título deste post pode parecer extremamente prepotente (e talvez até exagerado, dependendo do ponto de vista) quando falamos de pessoas e não de instituições ou marcas. Porém a sensação foi essa durante o último sábado em Curitiba durante minhas aulas do curso de pós graduação. Afinal não é sempre que se junta em uma mesma mesa Microsoft, Midia Web (agência digital), Localweb e o Instituto Faber Ludens.

No sábado, uma mesa redonda entre Rene de Paula (Microsoft), Sergio Coelho (Midia Web), Fábio Akita (Localweb) e Fred Van Amstel (Faber Ludens) proporcionou um momento VIP para a galera do curso de pós graduação em Design de Interação do instituto. Discussões sobre os novos caminhos da comunicação, debates sobre as carreiras digitais e o papel do Designer de Interação no meio disso tudo, foram alguns dos assuntos abordados por esse time de peso. A galera fez a sua parte e (naturalmente) escutou muito mais do que palpitou. Com certeza ver diferentes percepções sobre o mercado digital vindas de diferentes profissionais em diferentes partes do processo é um privilégio.

Um momento curioso foi observar Rene de Paula (evangelista da Microsoft) absolutamente maravilhado com o trabalho desenvolvido pelo instituto e seus alunos. Abaixo vai um pequeno vídeo, gravado pelo mesmo, em que ele dá uma passeada pela Fisam (Faculdades Internacionais San Martin, onde o curso é ministrado) mostrando parte da loucura trabalho desenvolvido por nós.

No dia em questão, logo após a gravação deste vídeo, começamos a nos “bater” para tentar montar o tal Tribot menscionado pelo Fred utilizando a plataforma Lego Mindstorm. Experiência cansativa (devido ao incrível número de peças e ao calor infernal de Curitiba) mas muito compensadora.

PS.: Para quem  não me conhece, eu sou o figura sentado na mesa de boné e camiseta azul :)

Mixx 09 | Escritório do Futuro

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Microsoft apresenta na sua Conferência dedicada a tecnologia e comunicação nos EUA um exemplo de como funcionará o escritório do futuro.

Com projeções interativas na paredes comunicando ubiquamente com gadgets, assistentes virtuais (versões melhoradas do clip do word) e um sistema de comunicação baseado imagens holográficas. De Star Treck a Minority Report, tá tudo ali.

Juro que houve um momento em que pensei que o Ted (assistente clip do word melhorado) fosse pedir arrego e dar tela azul. ;)

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O conteúdo abaixo pode te interessar

Mix 09 | Desenhando a Experiencia do Usuário

Sobre Project Natal, simulações e Baudrillard

Sobre paranóias tecnológicas, RFID e computação pervasiva.

Por que a inovação é tão importante?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lendo este post bem bacana do site McKinsey soube que esta empresa possui um indice de pontuação para inovação (denominado por eles como IPS). A empresa, que na verdade é uma consultoria/instituto de pesquisas avalia o quanto do lucro de uma determinada empresa provem de atitudes ou produtos inovadores.

porque_inovar

No post em questão, eles apontam como são feitos alguns cálculos e uma parte dos processos para avaliar o índice de inovação das empresas. Não cabe a mim relatar isso aqui. Porém algumas lições extraídas deste estudo são bem interssantes. Veja abaixo.

1.Empresas que inovam fazem isso de forma consistente. Elas atingem o sucesso em grande parte (70 a 80 porcento de IPS) procurando novas soluções para seu negócio ou mercado ao invés de procurar ou criar novos segmentos.

2. Olhando para outras crises econônmicas, como a da bolha “.com”, percebeu-se que as empresas mais inovadoresas foram aquelas que continuaram estimulando a inovação e soluções diferenciadas mesmo em tempos complicados, ao invés de se manterem conservadores. A agilidade e a capacidade de inovar faz com que essas empresas/pessoas lidem melhor com desafios. Além do mais, muitos produtos importantes foram introduzidos no mercado em tempos de crise. Parafraseando o Presidente Obama em um conselho a Rahm Emanuel “Estas empresas não desperdiçam uma boa crise”.

3. Os variados tipos de inovação - produto, processos e modelos de negócios - são especialmente interessantes. Enquanto a importancia de cada um deles é variável ( por empresa, industria, segmento, etc), foi identificado que um grau significante de inovação dentro do modelo de negócio é comum e necessário para a condução de todo o processo de inovação, seja qual for o ambiente.

4. Existe um nivel ótimo de inovação. Empresas com um baixo nível de inovação, claramente sofrem em um mercado em constante mutação. Enquanto isso, empresas com os maiores níveis de IPS são as mais recompensadas com TRS (Retorno do Stakeholder. Quanto mais a empresa se mostra-se aberta a inovação e a pratica consistentemente, mais colaboradores, fornecedores e clientes com esse perfil são atraídos para a mesma)

Pense nisso!

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Onde está a inovação

“A indústria precisa dos músicos, mas os músicos não precisam da indústria.”

What the F**K is Social Media: Um ano depois

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Gostei muito desta versão atualizada do presentation de Marta Kagan da Brading Infiltration. Traz uma coletânea de uma série de dados relacionados a social media apresentados por institutos de pesquisa de todo o mundo. Uma boa parte deles, já havia comentado aqui desde o inicio do ano até agora, mas se você não teve paciencia de ler, o ppt abaixo pode ser uma boa alternativa.

Em inglês!

Toyota Prius. A diferença entre falar e fazer alguma coisa sobre o meio ambiente

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Na minha visão pessoal, ter um carro está muito mais ligado ao status e a pressão social do que exatamente a uma necessidade. Moro a poucas quadras do trabalho, prefiro viajar de onibus ou avião pela comodidade e tranquilidade e tudo isso somado ao fato de que o carro é um gerador de despesas e não de renda me faz optar por não ter um automóvel. Porém por cobranças internas e uma série de outros problemas enfrentados nessa vida de “desmotorizado” inúmeras vezes me pego desejando possuir um automóvel.
Pois bem se tivesse a possibilidade de comprar um hoje, escolheria esse novo modelo da Toyota, o Prius. Não pelo seu design (que é bem legal alias), ou potência do motor mas pela sua incrivel capacidade de ser um veículo verde.
Há um bom tempo a montadora japonesa vem se posicionando como uma empresa “verde” tendo seus modelos Toyota Lexington e Prius como carros chefes desse posicionamento. Mas essa nova versão do Prius que carrega o slogan “Harmony between man, nature and machine” trata esse posicionamento de forma prática através utilizando em seu motor uma composição hibrida de motores elétricos, painéis solares e gasolina. o sonho de “ecochatos” ou “biodesagradáveis” como eu. Clique na imagem para acessar o site.

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Porém todo esse papo até agora não foi somente para divulgar o novo modelo do Toyota Prius e sim falar de uma ação extremamente simpática e com um objetivo bastante prático da marca.

Demonstrando todo esse espírito verde e a harmonia entre homem, natureza e máquina proposta no slogan do Prius, a Toyota vai fornecer Wi-Fi grátis nas cidades de New York, Chicago, Seattle, San Francisco e Los Angeles através de estações móveis no formato de flores gigantes. Nessas estações os usuários poderão conectar seus notebooks e obter eletricidade através de painéis solares e navegar na rede Wi-Fi gratuitamente.

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Novamente a teoria de Cris Anderson sobre dar algo de graça para obter lucro soa verdadeira. E nada melhor do que fazer isso de forma socialmente responsável.