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A publicidade tradicional continua passando batom no porco.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

porco

Estava lendo esse post desabafo do Igor Beuker do Viral Blog sobre as métricas da publicidade online quando comparadas as atuais métricas (praticamente inesistentes) da publicidade tradicional e concordo com tudo o que ele diz sobre o novo papel das agências em não apenas sugerir soluções em publicidade, mas na verdade sugerir soluções para toda a cadeia de valor do produto ou serviço, sendo a publicidade um elo dessa corrente.
Fazendo um paralelo entre um trecho sobre Lovemarks e Capital Emocional que recentemente li no  já citado livro de Henry Jenkins e minha recente experiência de trabalho em agência digital acredito que deve existir uma conciliação. As métricas (search engine, ROI, taxas de rejeição, Unique Visitors, etc) que a internet trouxe deixaram as ações onlines muito mais claras e objetivas quanto à resultados, mas tiraram um pouco do brilho e magia que involve todo o processo criativo. Digitalizaram a criação e isso é ruim.
Aí é que começam os erros. A internet por si só, assim como a publicidade tradicional, não é a salvação da lavoura. Quando utilizada apenas com foco nas métricas ela funciona tanto quanto “passar batom no porco“. O foco está na convergência das mídias off line, digital, promoção, ferramentas interativas, eventos, etc tudo funcionando em comunhão para que se atinja um objetivo único no final: a percepção de que tudo isso não foi uma tentativa de se vender algo, mas uma experiência de entretenimento.
Em seu livro, Jenkins cita uma parte do discurso que o presidente da Coca-cola na época, Steven J. Heyer, fez na conferência Madison+Vine da revista Advertising Age em 2003. “A experiência não deve ser contida em um único suporte midiático, mas deve estender-se ao maior número possível deles. A extensão de marca baseia-se no interesse do púlico em determinado conteúdo, para associá-lo repetidamente a uma marca. Seguindo essa lógica, a Coca-cola se considera menos uma engarrafadora de refrigerantes e mais uma empresa de entretenimento que ativamente molda e patrocina eventos esportivos, shows, filmes e séries de televisão. Essa intensificação de sentimentos permite ao conteúdo de entretenimento - e a mensagem da marca - abrir caminho através da “confusão” e torna-se memorável aos consumidores.”
Resumindo. O formato dos 30″ ainda vai perdurar por algum tempo, mas vai ser tão efetivo quanto uma taxa clicks de 0,3 em um banner. O segredo está em alinhar objetivos e idéias antes de se pensar em formatos publicitários. Gerar experiências, sensações, engajamento e todo o tipo de palavra gasta que eu sempre digo aqui no blog alinhados às métricas efetivas e confiáveis é a solução para a publicidade do século XXI. É isso ou continuar passando batom no porco.

A guerra das colas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Na faculdade tive algumas aulas sobre as leis vencedoras de Al Ries e me lembro claramente de duas delas. A lei da Categoria que diz que “quando não sei é o primeiro, crie uma nova categoria e torne-se o primeiro” e a lei dos Opostos que diz que “Se sua meta é ser a marca nº2 sua estratégia sera determinada pela marca líder”. As posições de Pepsi e Coca-Cola nos Estados Unidos são bem próximas: Coca 41% contra 33% de Pepsi, dados um pouco antigos mas confiáveis, mas provam que a linha de comunicação diferente realmente delinea o público-alvo das marcas.
Abaixo listo alguns comerciais das marcas onde conseguimos notar que mesmo em refrigerantes com as mesmas caracteristicas as diferenças na forma de tratar a mensagem são bem diferentes.

Institucional
The Heist - Coca Cola
Novo comercial criado pela W+K e produzido Psyop na mesma linha do Happiness Factory porém com o novo posicionamento Open Happiness

Refresh Anthem - Pepsi
Comercial que segue a linha de comunicação Refresh Everetyng explorada desde os tempos de “The Pepsi Generation” sobre o poder de mudanças de determinadas gerações. Criado pela TBWA\Chiat\Day e produzido pela MJZ e Method Studios. Veiculado durante o SuperBowl XLIII

Linha Sem Açucar
Coke Zero - Supermarket

Um dos primeiros da linha coca/sem-açucar/bebida-de-macho produzidos. Esse pela Grey Copenhagen

Pepsi Max - I’m Good
Criado também pela TBWA\Chiat\Day mostra que homens aguentam de tudo menos o sabor de Diet Cola.

Com certeza os objetivos de cada marca no mercado internacional são bem diferentes e acredito que a atual linha de comunicação da Coca agrada mais o mercado global, mas pessoalmente acho esses dois filmes de Pepsi muito melhores.
Com contribuição de Brain#9 e Motionographer