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Então será esse o caminho?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Me lembro que há algum tempo atras, e ainda hoje em muitos casos, os sites das grandes agências eram uma mistura do que há de mais moderno e espetacular em termos de tecnologia com eyecandies e efeitos replicados aos montes em outros sites concorrentes. Tudo muito bonito e exagerado, mas que tornavam a navegação nesse tipo especifico de site um experiência demorada e pesada.

De uns tempos pra cá, uma boa parte dessas empresas tem escolhido uma maneira muito mais simples e rápida de demonstrar seu portfolio, equipe e etc. As ferramentas 2.0 tornaram a experiência de se navegar em um portfolio menos glamurosa, mas que vai diretamente ao ponto. Mostra de uma vez o que deve ser mostrado, sem firulas e promove um novo tipo de experiência, mais íntima.

Um site que reflete bem isso que estou falando, é a nova versão beta do site da Crispin Porter e Bogusky. Um mash up de várias ferramentas 2.0 que entregam o que você precisa saber sobre a agência sem frescuras. Nas palavras de Alex Bogusky “O site irá além de uma simples galeria de trabalhos para se tornar uma galeria de como o trabalho de sua agência é recebido e interpretado no mundo”.

cpb_novo_site_mormasso

Vale a visita.

Como fazer uma boa idéia soar patética.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Agencia:
A idéia é essa. A gente seleciona uma pessoa na rua, aleatoriamente. Oferece a ela a oportunidade de comprar um notebook pancada de bom com apenas 1000 dolares. Se ela encontrar pode ficar.

Cliente:
“Tá! Mas e aí?

Agencia:
E aí que a pessoa não vai conseguir encontrar um notebook mais barato que 1000 dolares, a não ser que seja um PC.

Cliente:
Hmmmmmmmm

Agência:
A gente grava isso tudo de uma forma bem casual e informal, cria um VT e assina com uma mensagem que mostra que um PC não exclui ninguém ao contrário do que um Mac faz!

Cliente:
Awesome! let’s do it!

Esse diálogo é logicamente uma brincadeira, mas provavelmente deve ter sido apresentada dessa forma a idéia do VT abaixo criado pela Crispin Porter + Bogusky para Microsoft.

Ok! Microsoft. A vida sem paredes. Ótimo. O único problema é que nesse momento se esqueceram do poder da internet e de alguns fanboys espalhados pela rede.
Descobriu-se que na verdade Lauren não é uma pessoa sorteada de forma aleatória e sim uma atriz do Screen Actor’s Guild (alguma coisa como sindicatos dos atores americano). Indo mais a fundo e analisando o vídeo percebe-se que quando ela entra na Apple Store existe uma pessoa passando em frente a loja e que exatamente a mesma pessoa continua passando quando ela sai. Daí cabe uma nova cogitação, se ela realmente entrou na loja e pesquisou o preço.

Não é preciso ser exatamente um gênio para perceber que na verdade tudo não passa de (pasmén!) publicidade pura e simples. O discurso “I’m a PC” da Microsoft é bem interessante e todo o conceito por trás da “não exclusão” abre uma série de caminhos para se trabalhar, porém é preciso fazer as coisas direito. Para que algo soe como real, ao contrário do que acontecia há 10 anos atrás, é preciso que essa coisa seja real.

Engajamento, se constrói aos poucos e toda conversação deve acontecer de forma bastante clara para que não haja má interpretações. Se uma empresa se propõe a conversar com seu público, ela precisa falar a verdade e infelizmente uma idéia muito boa acaba soando patética. Fail Microsoft!

Vi no Gizmodo e em um dos blogs da AdAge