Mais um post relacionado a minha pós graduação em Design de Interação. Desta vez é sobre a disciplica de Metodologia de Pesquisa em Design onde estudamos diferentes métodos de pesquisa comportamental aplicada à criação de produtos e serviços.
Entre os vários métodos possíveis, eu destaco os utilizados pela IDEO que são apresentados em uma série de cards que você pode baixar aqui. Os métodos não convencionais desenvolvidos (e alguns deles criados) pela IDEO permitem uma observação curiosa sobre o comportamento do usuário do produto, serviço ou sistema em várias fases do projeto. Cada uma dessas observações são divididas por eles em quatro grupos (Learn, Look , Ask e Try). Abaixo descrevo melhor o método Experience Prototyping da categoria Try (Criar simulações que engajam pessoas e ajudem a validar os designs propostos.
Experience Prototyping é um método de pesquisa utilizado pela IDEO para analisar todo o contexto de uso de determinado produto ou serviço antes de sua produção ou implementação. O principal objetivo desse método é fazer com que os usuários participem do design do projeto experimentando todas as suas fases e o contexto de utilização ao invés de simplesmente observar a experiência de outra pessoa.
Segundo Jane Fulton Suri (IDEO), Experience Prototyping se resume basicamente a duas coisas:
1- Um método que habilita designers, clientes ou usuários a “experimentar por si só” ao invés de testemunhar demonstrações de experiências vividas por outras pessoas. Uma das características básicas da experiência é que ela é, por natureza, subjetiva e a melhor forma de entender e mensurar a qualidade de uma experiência de interação é subjetivamente. 2- Uma aproximação com a prototipação que nos encoraja a pensar em interações com produtos, espaços, serviços ou sistema de uma forma integrada aos aspectos dinâmicos do tempo e espaço. A forma como eles são verdadeiramente experimentados por pessoas em seus contextos específicos, ao invés de trabalhos isoladamente.Desta forma percebemos que a experiência vivida com um simples artefato não existe no vácuo, mas sim em um relacionamento dinâmico com outras pessoas, lugares e objetos. Inclusive, a qualidade da experiência vivida é influenciada por múltiplos fatores contextuais, tais como: O peso do objeto, sua textura e temperatura entre outros. Fatores externos como o ambiente em que está inserido e o contexto de uso do mesmo. Fatores internos como humor, temperamento da pessoa. Todas essas variáveis são levadas em consideração durante a experiência.
Podemos definir Experience Prototyping como qualquer forma de representação, em qualquer meio, que é produzida de forma a nos ajudar a entender, explorar ou comunicar a forma como nos sentimos engajados a um produto, serviço ou sistema. Essa atividade pode envolver sessões simuladas de uso, teatro e observação comportamental em determinadas situações de uso.
Quer saber mais sobre assunto? Baixe este pdf.
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