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Por que não contar histórias?

terça-feira, 31 de março de 2009

Navegando por aí dei de cara com o site e a empresa de Andy Goodman. Sua empresa faz (em tradução livre) “consultorias que ajudam organizações públicas, fundações e empresas a alcançarem seus públicos de maneira efetiva”. Até aí tudo bem, é o que diz toda empresa de consultoria certo? Sim, mas o interessante é a maneira como eles fazem isso. Contando histórias.
Pois é o famoso Storytelling que já venho falando há algum tempo ganha mais um post no blog. O vídeo abaixo é de uma palestra de Andy Goodman at Housing California’s annual Spring Conference 2006. Não é exatamente novo, mas é bastante interessante como ele descreve de forma prática os passos necessários para se contar uma boa história e dá exemplos práticos de como não fazê-lo.

Segundo Goodman para atrair sua audiência sua mensagem precisa conter basicamente 4 elementos.

Uma história
- Quando crescemos paramos de contar histórias pois parecem coisas de criança. Porém contar histórias é a forma mais antiga de se comunicar.

Uma identidade
- Utilizamos histórias para enterder a nós mesmos, para nos identificarmos. Em uma brincadeira ele diz que “nós somos a história que queremos contar menos as histórias que ninguém mais quer ouvir”. Justamente por que gostamos muito falar sobre nós mesmos, sobre nossa identidade.

Uma cultura
- Seguindo o mesmo principio da identidade, a história deve carregar a cultura do lugar onde ela está inserida.

Uma memória - Histórias ajudam a se lembrar de alguma coisa, algum fato. Quando você possui fatos que gostaria que as pessoas se lembrassem, a melhor forma para dizê-los é inserindo-os dentro de uma história. Nesse ponto ele mostra um estudo fantástico feito com crianças de cinco anos de idade, vou tentar resumir.

  • Em uma primeira fase chamaram um grupo de crianças e deram a elas 21 pares de palavras co-relacionadas para se lembrarem (Ex. grama - escola, casa - telefone, etc) deram um espaço de uma hora para que elas brincassem e as chamaram de volta para contar de quantas das relações elas ainda se lembravam. Das 21 apenas 5 foram lembradas.Com um outro grupo de crianças fizeram o mesmo experimento porém acrescentaram uma história para que houve uma intermediação da mensagem (ex. ao invés de simplesmente relacionarem sapato e sopa pediram para q uma criança formuasse uma frase com esses fatos e a criança disse “Tem sopa no meu sapado”). Desta forma o residual de lembrança foi muito maior, simplesmente porque haviam historias para serem lembradas e não apenas fatos.

Infelizmente ainda nossos anunciantes não sucumbiram totalmente ao poder das histórias e o quanto esse simples fator pode agregar ao conteúdo da mensagem (Não é mercado varejista?) mas, estamos no caminho. Existem marcas que há bastante tempo entederam o poder que uma situação, ou uma história agrega ao produto e o quanto humaniza-o em um sentido que ele deixa de se tornar apenas produto, para se tornar uma lovemark.