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Ergonomia para Humanos e Designers de Interação

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

De algum tempo para cá muitos dos leitores, acredito que a maioria, notou que o foco de dicussão do Mormasso mudou radicalmente. Isso se deve ao fato de que, eu naturalmente, também mudei meu foco de trabalho e interesse. A cada dia que passa me torno muito mais “humano” e isso implica uma série de nova resoluções, preocupações e questionamentos que vão além do mundo mágico da publicidade e das ações de marketing.

Quando digo que estou ficando cada dia mais “humano” tendo sintetizar (não sei se consegui em um primeiro momento) que o foco deste blog mudou. O que interessa a partir de agora são as relações humano-humano e humano-computador. Ainda vou continuar postando ações interessantes em design, publicidade, e marketing, porém o que quero salientar a partir de agora é o papel do ser humano nisso tudo, como ele interage com essas ações e como tentar minimizar ao maximo suas frustrações no meio disso tudo.

E uma boa maneira de criar uma interação humano-computador satisfatória, é dando a enfase no primeiro elemento desta relação. Isso implica em projetar e arquitetar para pessoas, utilizar linguagem e mensagem que as mesmas compreendam em um ambiente que seja acessível as mesmas. E uma etapa crucial desta relação é a ergonomia.

Mas antes de corrigir sua postura ou ajustar sua cadeira na posição ideal ao monitor, devo dizer que não é exatamente DESTA ergonomia que se trata. A medida que as interfaces se tornam cada vez mais tangíveis, a interação com o usuário torna-se mais fisicamente diversa e complexa. Entender e aplicar conceitos antropométricos, cinéticos e de física ergonônica é essencial para design e usabilidade efetivas.

Neste post, fiz o upload de uma apresentação de Dan Saffer onde ele basicamente citava uma série de cuidados ergonômicos aos quais devemos nos ater ao projetar interfaces gestuais interativas. A palestra abaixo é de Rob Tannen e trata do mesmo assunto, porém com um foco um pouco mais abrangente.

O assunto não é dos mais excitantes, mas é altamente recomendável para quem, assim como eu, busca projetar experiências com foco no usuário, ou se preferir, com foco em humanos.

Em seu site Rob criou uma série de posts sobre o assunto iniciando neste. Leitura obrigatória.

Toque é o novo clique

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Esse é o título desta palestra (Taps is the New Click) de Dan Saffer, autor do livro Designing for Interaction: Creating Smart Applications and Clever Devices, referência na área de design de interação e experiência interativas. Dan também faz parte do emeritus board da Adaptive Path, uma empresa especializada em Experience Design, UX e Design de interação. Ou seja, ele sabe o que está falando.

Nessa palestra ele mostra de forma prática quais são so cuidados que se deve tomar ao projetar artefatos interativos que tenham como base da interação, o toque e reconhecimento gestual. Um apanhado de todo o conteúdo que vem estudando e colocando em prática desde 2006 quando surgiram os primeiros surfaces e iphones. Uma verdadeira aula de ergonomia, vale muito a pena

NYC IxDA - Tap is the New Click - Dan Saffer from Interaction Design Association on Vimeo.

14º Edted | Como foi a edição Floripa

terça-feira, 26 de maio de 2009

14edted_floripa1

A 14ª edição do EDTED (Encontro de Design e Tecnologia Digital) aconteceu na bela e ensolarada Florianópolis durante todo o dia do último sábado (23 de maio). O evento foi divido em três espaços, Design, Tecnologia e Oficinas com uma mescla interessante de palestrantes. Como um bom criativo e diretor de arte me identifiquei pelo palco “Design” e aqui vão algumas de minhas impressões sobre esta aba em especial e pelo evento geral.

Frederick Vam Amstel (Instituto Faber Ludens) - Das Interafaces às Interações.

A palestra que abriu o evento aconteceu no palco Design e trouxe como palestrante um cara que cito diversas vezes aqui no blog, o Fred Vam Amstel, meu professor e coordenador do curso de pós graduação em Design de interação do Intituto Faber Ludens. A palestra de Fred, intitulada “Das Interfaces às Interações” teve um bom propósito, incutir na mente dos presentes que o design, webdesign e sistemas em geral tem um lado social extremamente importante e que deve ser questionado principalmente quando falamos em web 2.0, participação, conversação e todas essas coisas.
Fred pontuou algumas questões importantes, mostrou alguns trabalhos do instituto focados em design participativo e hacks, mas acredito que o mais importante foi a discussão final sobre o papel do designer na elaboração do artefato interativo (seja ele um sistema, um produto ou uma ferramenta qualquer) e a real influência do usuário final na elaboração e uso deste artefato.
Acredito que o tempo foi escasso para tanta informação e que talvez a proposta de Fred não tenha sido muito clara para a maior parte das pessoas, mas com certeza foi uma bela experiência. Nota 8.

Anderson de Andrade (A2C) - A experiência de criar uma agência de corpo, mente e alma.

A segunda palestra do dia no palco Design foi realizada por Anderson de Andrade, proprietário de uma das maiores e mais importantes agências digitais da região sul, a A2C baseada em Joinville.
A proposta de Anderson foi interessante, trazer para o mercado de serviços um assunto que já vem sendo falada à exaustão há uns bons 3 ou 4 anos no mundo corporativo. O foco nas pessoas que formam a empresa e o papel do gestor ou lider servidor na criação de times eficientes e criativos chamado por ele de método CMA (Corpo, Mente e Alma).
Boa proposta, mas a palestra foi vaga e, em minha opinião, bem superficial. Senti que Anderson falava com insegurança,  e perdeu “o bonde” várias vezes durante a apresentação. Não empolgou ou gerou discussões. Enfim achei fraco, nota 6.

René de Paula Jr. (Microsoft) - Redes Sociais: como trazer a tona o melhor de nós.

Essa com certeza foi a maior surpresa do evento na minha humilde opinião. Acompanho o René há algum tempo através de seu podcast e seu blog corporativo e sempre o achei um cara anacrônico e chato, mas que de vez enquando acertava a mão com alguns bons questionamentos. Por isso, apesar das chatices, valia a pena acompanhr o que ele tinha a falar.
O que presenciei foi totalmente o inverso desse pensamento, René falou sobre redes sociais com a experiência e os “calos” que pouquíssimos podem falar. Questionou o modelo de negócio de ferramentas digitais como o Twitter e elevou a discussão sobre nossas vidas pessoais e a presença de marcas dentro do digimundo social à um nível antropológico bem interessante. Em resumo, as mesmas discussões que se propõe a fazer no Twitter e em seu podcast, porém muito além dos 140 caracteres ou dos tradicionais 15 minutos que leva de sua casa à Microsoft. Nota 10.

Julius Wiedemann (Taschen) - Entre e se divirta!

Julius era com certeza o desconhecido no meio de todos os outros. Porém seu currículo e experiência no mercado editorial internacional o credenciavam muito bem. o título de sua palestra foi bastante convidativo, mas o resultado final foi descepcionante. Abandonei com 20 minutos de palestra e fui admirar a vista maravilhosa da ilha em uma linda tarde de sábado.
Voltei quando Julius encerrava a rodada de perguntas, mas pelo que percebi não perdi muita coisa. Participação e o blablabla 2.0 foram os temas centrais de sua palestra. Nota 5.

Mesa redonda: (Todos os participantes) Mercado de trabalho nas agências digitais.
Acredito que faltou moderação neste tópico, pois foram realizadas pouquíssimas perguntas à mesa e o discurso prolongadíssimo de alguns participantes acabou consumindo com boa parte do tempo útil.
Uma competição de cavalheiros interna entre Fred (Faber Ludens) e René (Microsoft) foi o grande chamariz deste tópico do evento. Suas posições contraditórias sobre o “jeitinho brasileiro” com certeza fizeram a alegria da galera fazendo com que todos enxergassem os dois lados desta “instituição” nacional. Fred defendia o lado criativo e as gambiarras, muito em função de sua proposta com o Design de interação enquanto René tinha uma visão mais pragmática de que isso só funciona quando o propósito beneficia toda uma comunidade ou um processo, o que muitas vezes acaba sendo sublimado em função do individualismo.
Julius (Taschen) contribuiu com alguns “causos” do exterior, mas se alongou demais. Anderson (A2C) abriu a conversa, mas sumiu logo depois disso.
Enfim sobre o assunto proposto na mesa, se falou pouco. Nota 8.

Acompanhei ainda uma outra palestra dentro do espaço Tecnologia que foi bastante produtiva com Paulo Teixeira (SEO - Oportunidade em tempos de crise) e uns 5 minutos da oficina sobre Wordpress de Paulino Michelazzo que não posso opinar muito (o pouco que vi eu já conhecia sobre a ferramenta).

Aplaudo de pé a iniciativa de trazer o evento para Santa Catarina. Percebi que existe uma grande sede de informação sobre as novidades do mercado pelo público que vive da área no estado, porém alguns pontos bem negativos devem ser colocados em pauta para uma possível melhora no próximo ano.
Falta de sinalização. O centro de eventos de Floripa é bastante grande e devido a falta de sinalização, perdemos alguns minutos tentando encontrar a entrada do evento.

Tempo. Pouco tempo para os palestrantes e menos ainda para a realização das perguntas.

Internet. Não existia internet liberada para os usuários e palestrantes, pelo menos não no início. O que causou posteriormente um grande mal estar durante o sorteio de brindes onde ela (a internet) simplesmente sumiu! A correria e o sinal de desespero podiam ser notados nos olhos dos organizadores e se não fosse o bom senso de humor e jogo de cintura dos palestrantes e patrocinadores que estavam por ali somados à paciência dos presentes que ainda restavam tudo terminaria num grande fiasco.

Nota geral para o evento. Média 7. Passou, mas precisa se esforçar mais ;)

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“Se você acha que consegue, ou que não consegue, você está certo.”

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