Apesar de não ter escutado toda a discografia, ter posters, ido a shows, etc. Sou um grande fã do Nine Inch Nails, especialmente do homem por trás de tudo o que envolve a banda (e a marca), seu vocalista Trent Reznor.
Já fiz outros posts aqui, aqui, e aqui no Mormasso ressaltando a atitude de bandas como o NIN que disponibilizam seu material gratuitamente na Internet e indo na linha de um dos últimos posts que falava sobre Cris Anderson e seu novo livro Free, abaixo cito alguns trechos de um post de Trent onde ele mostra caminhos palatáveis para quem realmente quer mostrar seu trabalho artístico musical em tempos de web2.0. Muitos deles provavelmente você já conhece, mas vindo de alguém que realmente fez e faz a coisa acontecer de um jeito rentável é mais empolgante
Ao ser questionado no forum da banda sobre como obter reconhecimento quando você é um artista iniciante ou tentando se estabelecer, Trent indica dois caminhos:
If you are an unknown / lesser-known artist trying to get noticed / established:
Se você é desconhecido/pouco conhecido tentando virar noticia ou se estabelecer
* Establish your goals. What are you trying to do / accomplish? If you are looking for mainstream super-success (think Lady GaGa, Coldplay, U2, Justin Timberlake) - your best bet in my opinion is to look at major labels and prepare to share all revenue streams / creative control / music ownership. To reach that kind of critical mass these days your need old-school marketing muscle and that only comes from major labels. Good luck with that one.
Estabeleça suas metas. O que você está tentando obter? Reconhecimento? Se você está procurando o caminhos das grandes gravadoras, do super sucesso (Pensando em artistas como Lady Gaga, Coldplay, U2, Timberlake) a melhor aposta, na minha opinião, é procurar por grandes gravadoras e preparar-se para dividir todos os seus lucros, controle criativo, propriedade musical. Para alcançar esse tipo de massa critica, nos dias atuais você precisara da tática old school de marketing que você só encontra em grandes gravadoras. Boa sorte!

If you’re forging your own path, read on.
Se quer seguir por seus próprios caminhos, leia abaixo
* Forget thinking you are going to make any real money from record sales. Make your record cheaply (but great) and GIVE IT AWAY. As an artist you want as many people as possible to hear your work. Word of mouth is the only true marketing that matters.
To clarify:
Parter with a TopSpin or similar or build your own website, but what you NEED to do is this - give your music away as high-quality DRM-free MP3s. Collect people’s email info in exchange (which means having the infrastructure to do so) and start building your database of potential customers. Then, offer a variety of premium packages for sale and make them limited editions / scarce goods. Base the price and amount available on what you think you can sell. Make the packages special - make them by hand, sign them, make them unique, make them something YOU would want to have as a fan. Make a premium download available that includes high-resolution versions (for sale at a reasonable price) and include the download as something immediately available with any physical purchase. Sell T-shirts. Sell buttons, posters… whatever.
Esqueça que você obterá lucro real sobre a venda de seus discos. Grave de forma barata (mas excelente) e distribua, talvez até gratuitamente. Como artista você quer que o maximo possível de pessoas ouça seu trabalho. Boca-a-boca ainda é a única estratégia de marketing que interessa realmente.
Deixando mais claro.
Utilize um TopSpin ou produto similiar parar criar seu perfil ou construa um website. Mas o que você PRECISA fazer é o seguinte: Distribuia sua musica com alta qualidade em arquivos DRM ou mp3 gratuítos. Colete os emails e informações das pessoas como uma espécie de troca por esse material (talvez você precisa de algua infraestrutura parar fazer isso!) e comece a sua database pessoal de consumidores. A partir daí, ofereça uma variedade de pacotes premium a venda em edições limitadas. Estabeleça preços de acordo com a quantidade disponível de itens a venda. Crie pacotes especiais - feitos a mão, assine-os, faça-os únicos, torne-os um item que você gostaria de obter se fosse um fã. Coloque downloads que incluam versões em alta resolução de seu material como um item premium (venda isso a um preço rasoavel). Inclua a esses downloads a venda de alguma coisa imediatamente disponível sem a necessidade de pagamento fisico como camisetas, bottons, posters.. e por aí vai.
Trent dá outras dicas. Se você se interessou e quer continuar lendo, clique aqui e veja mais (em ingles).
Uma boa parte do que Trent mostra nesse texto já vem sendo executado no mercado musical independente brasileiro, e com bastante sucesso. Porém é preciso a profissionalização disso. Vejo que muitos artistas se unem a grupos como a Monstro, Tronco e Espaço Cubo (o que é muito legal) porém quem não se une a grupos como esses acaba sendo renegado ao myspace ou ao “submundo” da Trama Virtual como artistas de segunda classe.
Fico triste por que ouço muita coisa boa vindo desses “submundos” porém tenho a sensação que esse pessoal não se meche muito para que as coisas aconteçam. Espero que isso possa servir como uma boa dica nesse dia mundial do rock.
Tags: dicas para musicos, mercado musical, musica 2.0, musica independente, NIN, trent reznor
então… a grande questão das bandas… é que não se resume ao simples fato de se reunir e tocar, arrumar shows e tocar. a necessidade de se estruturar entra em conflito com a necessiade de sobreviver. quem quer viver de musica não vive de nada, ou melhor, tem de viver com outra coisa até chegar la… imagina.. ter tempo de aprender a fazer um site, ou produzir um sistema de cadastro, ou confeccionar camisas, botões, caixas, envios, artes… tudo isso é custo, ou (um ou dois) integrantes da banda levando nos ombros…
Entendo o seu ponto de vista e concordo com boa parte dele Daniel. Mas acredito que o que Trent mostra nessa entrevista é que obter reconhecimento em tempos de flickr, youtube, lastfm, trama virtual, myspace, etc não é algo tão complicado assim. A Calda Longa de Cris Anderson está aí mostrando isso, cada um consegue seu publico, ser ouvido e fazer relativo sucesso em escalas diferentes trabalhando quase que exclusivamente com ferramentas virtuais.
Isso com certeza é uma pequena parte dentro de todo o sofrimento que é manter uma banda, eu mesmo tive bandas durante a adolescência que não foram para frente, entre varios outros motivos, por toda essa complexidade que envolve a administração de egos e finanças de uma banda. Talvez se houvessem esses recursos naquela época, a história fosse diferente